Ausência da Âmbar Energia gera críticas em debate na Câmara sobre crise elétrica no AM
Ausência da Âmbar Energia gera críticas em debate na Câmara

A ausência de representantes da concessionária Âmbar Energia gerou críticas durante audiência pública na Câmara dos Deputados nesta terça-feira (30), que discutiu os problemas no fornecimento de energia elétrica no Amazonas. O debate foi organizado pelas comissões de Defesa do Consumidor e de Minas e Energia.

Concessão complexa e desafios no Amazonas

O Amazonas concentra uma das concessões mais complexas do país, com alto índice de inadimplência nas tarifas e dificuldades para garantir investimentos em regiões de difícil acesso. A Âmbar Energia justificou a ausência alegando que assumiu a concessão recentemente, em 17 de abril, e ainda não teria condições de prestar esclarecimentos.

Investimentos previstos e aporte bilionário

Mesmo sem participar da audiência, a Âmbar enviou um documento prevendo investimentos de até R$ 2,3 bilhões até 2028. A empresa informou também que, em 10 de junho, fez um aporte de mais de R$ 12 bilhões para reduzir o endividamento da distribuidora, que ultrapassa R$ 14 bilhões.

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Plano de ação e fiscalização da Aneel

Na audiência, o superintendente de fiscalização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Giácomo Bassi, afirmou que a distribuidora deve apresentar ainda neste mês um plano de ação para os próximos cinco anos. As medidas serão acompanhadas pela agência. "A gente tem pensado muito em fazer fiscalizações mensais. A gente já vem acompanhando as obras que estão acontecendo nas instalações de equipamentos da rede, contratação de equipes para fazer o atendimento mais rápido ao consumidor. Então, tudo isso está dentro do escopo desse plano de ações", declarou.

Preocupação com qualificação dos trabalhadores

O presidente do Sindicato dos Urbanitários do Amazonas, Hirton Albuquerque, demonstrou preocupação com a qualificação dos trabalhadores da rede de distribuição. Segundo ele, a privatização do setor elétrico provocou demissões de profissionais experientes. "A gente precisa de trabalhadores qualificados. E com o processo de privatização houve várias demissões. Trabalhadores altamente qualificados foram demitidos e não houve uma renovação com o treinamento adequado. Isso traz uma preocupação tremenda porque no setor elétrico não há segunda chance", afirmou.

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