O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema, mantém um discurso de união da direita, mas volta a criticar a relação do senador Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro, a quem chama de 'bandido'. Em entrevista recente, Zema afirmou que não concorda com 'quem se aproxima de bandido', mas garantiu que apoiará Flávio caso ele chegue ao segundo turno das eleições de 2026.
Equilíbrio entre críticas e apoio
Zema busca equilibrar sua posição pública: de um lado, critica duramente o envolvimento de Flávio com Vorcaro, que está no centro do escândalo Master; de outro, defende a união da direita para derrotar a esquerda no segundo turno. O ex-governador sente-se traído pela aproximação de Flávio com o banqueiro, mas não abre mão do alinhamento político.
Relação com Vorcaro
Daniel Vorcaro, banqueiro investigado por irregularidades financeiras, é tratado por Zema como 'bandido'. A ligação de Flávio com ele gerou desconforto entre aliados, mas Zema evita romper totalmente com o senador, priorizando a estratégia eleitoral.
Zema descarta ser vice de outros candidatos e mantém o foco em consolidar sua própria candidatura presidencial. Ele acredita que a direita precisa de união, mas sem abrir mão de princípios éticos.
União da direita
Apesar das críticas, Zema afirma que apoiará Flávio Bolsonaro se ambos forem para o segundo turno. 'Não concordo com quem se aproxima de bandido, mas a união da direita é fundamental para evitar que a esquerda volte ao poder', declarou. A declaração reflete a tentativa de Zema de navegar entre a defesa de valores pessoais e a necessidade de alianças políticas.
O ex-governador também criticou a polarização atual e defendeu um projeto de país que una diferentes setores da direita, sem radicalismos.



