Trump declara 'sou o chefe' no G7; grupo apoia Ucrânia com sanções
Trump declara 'sou o chefe' no G7; grupo apoia Ucrânia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira a uma sala repleta de líderes mundiais: “Eu sou o chefe”, enquanto ele e outros líderes do G7 reconheciam a melhora na situação da Ucrânia no campo de batalha, com uma promessa unânime de apoio e novas sanções contra a Rússia.

O comentário de Trump — uma admissão irônica de uma verdade tácita que paira sobre a cúpula do G7, realizada de 15 a 17 de junho no resort francês de Evian-les-Bains — veio após uma declaração conjunta dos líderes que pode reforçar a crescente influência de Kiev em possíveis negociações de paz com Moscou.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, e seus aliados compareceram ao G7 na esperança de convencer Trump de que a resistência da Ucrânia está surtindo efeito e que a Rússia não está em posição de ditar os termos de qualquer acordo de paz. A declaração conjunta e os comentários dos líderes sugerem que Trump passou a ver com bons olhos o argumento de Zelenskiy após anos de ceticismo.

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Guerra de Trump contra o Irã pesa sobre economias

Apesar da inflação e do salto de 30% no petróleo provocados pelo conflito no Oriente Médio, chefes de Estado reunidos na França deixam críticas de lado para poupar a relação com os EUA. No entanto, qualquer esperança de forçar Moscou a entrar em negociações de paz ainda depende de comprometimentos de Trump, que podem ser difíceis de concretizar. Não ficou claro se haverá conversas bilaterais entre Trump e Zelenskiy, e também resta saber se Washington permitirá que as isenções às sanções que restringem as exportações de petróleo russo caduquem, agora que ele garantiu um acordo preliminar com o Irã.

Líderes do G7 exigem cessar-fogo no Líbano

Os líderes se reuniram para uma cúpula na cidade francesa de Evian-les-Bains, às margens do Lago Genebra. Na terça-feira, Trump anunciou uma reunião “muito boa” com Zelenskiy e outros líderes do G7. “Houve uma mudança de posição por parte dos Estados Unidos e do presidente Trump”, disse o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, a repórteres. “Há uma posição mais dura em relação à Rússia e, em nossa opinião, mais realista quanto à situação no terreno da guerra.”

Os líderes do G7 também acolheram com satisfação o acordo preliminar de paz entre os Estados Unidos e o Irã — que Trump assinou na véspera da cúpula — e afirmaram estar prontos para contribuir com sua implementação. Eles afirmaram que farão esforços para diversificar as rotas de abastecimento de energia a fim de reduzir a dependência do Estreito de Ormuz — que o Irã bloqueou durante a maior parte do período de sua guerra com os EUA — e aumentar os estoques.

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