Um artigo de opinião publicado no jornal O Globo critica o modelo de alta tributação adotado no Brasil, argumentando que o excesso de impostos para financiar transferências sociais acaba por destruir a base produtiva do país, que seria a única fonte sustentável de mobilidade social.
Círculo vicioso da tributação excessiva
Segundo o texto, ao tributar em excesso, o Estado desestimula a produção e o crescimento econômico, criando um círculo vicioso. A alta carga tributária compromete o desenvolvimento sustentável e eficaz da sociedade, minando as próprias condições para a mobilidade social que as transferências pretendem promover.
Impacto na base produtiva
O artigo destaca que a base produtiva é essencial para gerar empregos, renda e oportunidades. No entanto, a tributação excessiva reduz os incentivos para investir e produzir, enfraquecendo essa base. Como resultado, a economia cresce menos e a arrecadação futura fica comprometida, realimentando a necessidade de mais impostos.
Crítica ao modelo de transferências
O colunista convidado argumenta que as transferências sociais, embora necessárias em curto prazo, não são suficientes para promover mobilidade social duradoura. Sem uma base produtiva forte, o país depende de um Estado cada vez maior, que sufoca a iniciativa privada e a inovação.
O artigo conclui que é preciso repensar o modelo tributário e de gastos públicos para evitar que o remédio se torne pior que a doença.



