A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), afirmou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) incentivou a imposição de novas tarifas comerciais contra o Brasil pelos Estados Unidos por razões estritamente políticas. A declaração foi feita durante discurso na tribuna do Senado, nesta quarta-feira.
Acusação de motivação política
Segundo Teresa Leitão, a atuação sistemática de Flávio Bolsonaro junto a setores do governo americano teria contribuído para a decisão de Washington de elevar tarifas sobre produtos brasileiros. A senadora não apresentou provas concretas, mas baseou sua fala em articulações políticas que, segundo ela, visam desgastar o governo Lula.
“O senador Flávio tem usado sua influência para prejudicar o Brasil no cenário internacional, incentivando um tarifaço que não se justifica tecnicamente, mas sim por interesses políticos”, declarou a parlamentar.
Repercussão e contexto
A fala de Teresa Leitão ocorre em meio a tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos. Nos últimos meses, o governo americano anunciou sobretaxas a produtos como aço e alumínio brasileiros, gerando preocupação no setor exportador. O governo Lula busca uma solução diplomática, mas enfrenta críticas da oposição, que acusa o Executivo de não defender adequadamente os interesses nacionais.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, nega qualquer articulação contra o Brasil. Em nota, sua assessoria afirmou que o senador defende os interesses do país e que as acusações são infundadas.
Impactos e próximos passos
Especialistas apontam que um tarifaço pode afetar setores estratégicos da economia brasileira, como siderurgia e agronegócio. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que as exportações brasileiras para os EUA podem cair até 15% caso as tarifas sejam ampliadas. O governo brasileiro estuda medidas de retaliação, mas prefere o diálogo.
Teresa Leitão concluiu seu discurso pedindo que o Senado investigue as articulações políticas que, segundo ela, prejudicam o Brasil. “Não podemos permitir que interesses pessoais ou partidários coloquem em risco nossa economia e nossa soberania”, afirmou.



