Tarifaço de Trump: Isenções Limitam Impacto, Mas Há Alertas para o Brasil
Tarifaço de Trump: Isenções Limitam Impacto, Mas Alertas Persistem

O anúncio do novo tarifaço do governo Trump, com isenções para diversos setores, gerou alívio inicial nos mercados, mas analistas alertam que o impacto político e os riscos para o Brasil merecem atenção. A medida, que entra em vigor gradualmente, exclui temporariamente produtos como café solúvel brasileiro e componentes eletrônicos, mas mantém pressão sobre cadeias globais.

Impacto Imediato e Exceções

Segundo o JPMorgan, o efeito econômico direto do tarifaço é limitado, mas o político é mais relevante. A Fiesp criticou a postura do governo federal, afirmando que o tarifaço 'se soma ao custo Brasil e poderia ter sido evitado'. Entre as isenções, o café solúvel do Brasil ficou livre das taxas, garantindo exportações. No entanto, setores como siderurgia e autopeças permanecem na mira.

Reações Políticas no Brasil

O presidente Lula culpou a família Bolsonaro pela ação dos EUA, enquanto Flávio Bolsonaro e o governador Zema atacaram Lula. Flávio comparou Lula a Biden, dizendo que o Brasil é 'avião sem piloto'. O governador de SP, Tarcísio, foi criticado por Haddad como 'frouxo e pouco transparente'. Em SC, o governador xingou indígenas e foi alvo de representação na PGR.

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Possível Retaliação Brasileira

O governo brasileiro avalia retaliar os EUA com medidas envolvendo royalties e patentes farmacêuticas. A medida pode incluir quebra de patentes de medicamentos americanos, o que elevaria a tensão comercial entre os dois países. Especialistas veem risco de escalada, com impacto sobre o prêmio de risco para petroleiras e outros setores.

Mercados e Juros

O Tesouro IPCA+ viu suas taxas subirem por toda a curva, acompanhando os Treasuries americanos. O Banco do Brasil (BBAS3) teve alívio no curto prazo com a nova MP do agro, mas desafios estruturais persistem. Ações europeias avançaram, enquanto a Copel (CPLE6) caiu 3% após elevar meta de alavancagem.

Recomendações para Investidores

Analistas recomendam cautela com exposição a ativos brasileiros de risco. A renda fixa continua atrativa, com CDBs, LCIs e LCAs oferecendo taxas elevadas. Para quem busca proteção, o ouro e títulos indexados à inflação são opções. O momento exige diversificação e atenção às notícias políticas.

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