O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), enfrenta novamente o desafio de não ser confundido com o número 22 na urna eletrônica durante sua campanha de reeleição. Diferente do candidato presidencial que apoia, cujo número é 44, Tarcísio precisa lidar com a possibilidade de eleitores errarem o voto. Estrategistas sinalizam a retomada de slogans para amenizar a confusão.
Estratégia de campanha e slogans
Segundo fontes da campanha, a equipe de Tarcísio planeja reforçar o número 22 em materiais de propaganda e eventos, além de utilizar frases de efeito que associem o governador ao seu partido. A ideia é evitar que o eleitor vote no candidato presidencial errado por engano. Em 2022, Tarcísio já havia enfrentado situação semelhante, quando seu número era o mesmo de Jair Bolsonaro (22), mas agora o cenário é inverso.
Apoio de figuras políticas
A campanha também aposta no apoio de figuras como Sikêra Júnior, apresentador e pré-candidato a deputado federal pelo Republicanos, para ampliar a base eleitoral. Além disso, a legenda busca fortalecer a presença de prefeitos no estado. A meta é conquistar mais cadeiras na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) e na Câmara dos Deputados.
De acordo com analistas políticos, a transferência de votos do presidencial para o estadual pode ser decisiva. Tarcísio tem se reunido com lideranças municipais e regionais para consolidar alianças. O governador também conta com o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro, que participou de manifestação em São Paulo no feriado de 7 de setembro.
Impacto da confusão na urna
Pesquisas internas indicam que cerca de 5% dos eleitores podem se confundir com os números, o que representa um risco considerável em uma eleição acirrada. Por isso, a campanha intensificará os treinamentos de cabos eleitorais e a distribuição de santinhos com destaque para o número 22.
Além de Tarcísio, outros candidatos a governador no Brasil também enfrentam desafios semelhantes, especialmente em estados onde o número do governador difere do presidencial. A Justiça Eleitoral recomenda que os partidos invistam em comunicação clara para evitar anulações de votos.



