Tarcísio vê condenação de Eduardo Bolsonaro como injusta, mas sem impacto em chapa
Tarcísio: condenação de Eduardo Bolsonaro não prejudica chapa

Tarcísio critica condenação de Eduardo Bolsonaro pelo STF

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, classificou como "injusta" a condenação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Eduardo foi condenado a quatro anos de prisão por coagir magistrados. Apesar da decisão, Tarcísio afirmou que a situação "não prejudica" a chapa conservadora no estado, da qual Eduardo é suplente na candidatura ao Senado em 2026.

Em declaração à imprensa, Tarcísio ressaltou que o grupo político deve aguardar o recurso que Eduardo pretende apresentar ao próprio STF antes de qualquer definição sobre uma eventual substituição. "Acho a condenação injusta, mas isso não afeta nossa chapa. Vamos esperar o recurso e depois discutiremos o que for necessário", disse o governador.

Aliados discutem possível substituição

Segundo o deputado estadual André do Prado (PL), presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, aliados já iniciaram conversas informais sobre a eventual troca do suplente. No entanto, a decisão final dependerá do resultado do recurso. "Estamos monitorando a situação. Se o recurso não for bem-sucedido, aí sim vamos sentar e definir os próximos passos", explicou Prado.

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Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi condenado por declarações consideradas ameaçadoras a ministros do STF. A defesa do deputado já anunciou que recorrerá da decisão, argumentando que as falas estavam protegidas pela imunidade parlamentar.

A chapa conservadora em São Paulo para 2026 tem Tarcísio como candidato à reeleição ao governo, enquanto Eduardo concorre como suplente de senador. A condenação, se mantida, pode impedir Eduardo de assumir o cargo no Senado, caso o titular seja eleito.

Analistas políticos apontam que a situação gera incertezas, mas o governador busca minimizar o impacto. "Tarcísio quer evitar que o caso desgaste a aliança com o bolsonarismo, essencial para sua campanha", avaliou o cientista político Carlos Melo.

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