Colonos israelenses incendiaram duas mesquitas na Cisjordânia ocupada, em um novo episódio de violência que agrava as tensões na região. Os ataques ocorreram durante a noite em duas localidades próximas a Ramallah, levando Israel a abrir uma investigação oficial.
Detalhes dos ataques
Na vila de Jiljlia, ao norte de Ramallah, uma mesquita foi parcialmente destruída pelo fogo. Imagens mostram pichações em hebraico nos muros, incluindo a palavra 'nekama' (vingança). A segunda mesquita incendiada fica em uma localidade vizinha, ainda não identificada oficialmente. Os colonos agiram sob a proteção da escuridão, e as autoridades israelenses afirmam estar investigando os responsáveis.
Contexto de escalada
Os ataques acontecem em meio a uma crescente pressão internacional contra a expansão dos assentamentos israelenses na Cisjordânia, considerados ilegais pelo direito internacional. O episódio também ocorre enquanto o Reino Unido enfrenta controvérsias por promover empreendimentos em áreas disputadas, e países ocidentais aplicam sanções contra a expansão dos assentamentos. A violência recente inclui confrontos entre colonos e palestinos, com registros de danos a propriedades e feridos.
Reações
Autoridades palestinas condenaram veementemente os incêndios, classificando-os como 'atos de terrorismo de colonos'. A comunidade internacional, incluindo a União Europeia e a ONU, reiterou o apelo por moderação e pelo fim da violência. O governo israelense, por sua vez, prometeu punir os envolvidos, mas críticos apontam que ações contra colonos radicais são raramente efetivas.
A escalada na Cisjordânia acende alertas sobre um possível novo ciclo de violência, em um momento em que as negociações de paz permanecem paralisadas. A situação humanitária na região, já frágil, se deteriora com o aumento dos confrontos e a expansão dos assentamentos.



