A SpaceX, de Elon Musk, agora integra o Nasdaq 100, o que coloca as ações da empresa de foguetes nas carteiras de milhões de investidores ao redor do mundo. No entanto, a inclusão no índice não convenceu os críticos, que permanecem céticos quanto às ambições grandiosas da companhia.
Críticas de Jeremy Grantham
Jeremy Grantham, cofundador da gestora GMO e conhecido por seu ceticismo, classificou as metas da SpaceX como motivo de riso para investidores do futuro. "Todo mundo está fazendo fila para dizer que você deve comprar o IPO mais maluco da história da humanidade", afirmou Grantham ao podcast The Long View, da Morningstar. "Daqui a 50 anos, estarão contando histórias sobre a SpaceX, citando trechos do prospecto, e você vai rir disso."
Desempenho da ação e análises de Wall Street
Desde a estreia, a ação acumula queda de 7% no último mês, cotada a cerca de US$ 150, pouco acima dos US$ 135 do lançamento. O consenso entre analistas é de alta, mas com divergências. O Morgan Stanley fixou preço-alvo de US$ 300; o Goldman Sachs, US$ 205; e o J.P. Morgan, US$ 225, considerando possível a meta de receita de US$ 1 trilhão até 2031, embora exija "forte execução dentro de um cronograma ambicioso", segundo relatório assinado por Doug Anmuth, Seth Seifman, Sebastiano Petti e Richard Choe.
Preocupações com governança
O relatório do J.P. Morgan destacou que "a influência desproporcional e o controle de Musk (82% do poder de voto) são centrais para a cultura, a visão e a estratégia operacional da SpaceX", mas isso "levanta questões de governança e expõe a empresa ao risco de transição de liderança". Grantham afirmou estar perplexo com as recomendações de Wall Street: "No fim, a realidade vai aparecer, e isso vai acabar se tornando um daqueles marcos históricos. Aliás, será impressionante se isso não entrar em colapso, porque será necessário um avanço tão grande da IA que nossas vidas terão de ser completamente diferentes."
Impacto da inclusão no índice
A Nasdaq anunciou novas regras aceleradas para incluir empresas mais antigas no índice. Para Grantham, isso já gerou impacto: "Muita gente vai ter de comprar porque a ação entrou em índices ligados à Nasdaq. Haverá muito mais demanda do que vendedores. É difícil imaginar que o preço não vá subir — e talvez suba bastante."



