Segurança pública vira mote de presidenciáveis de direita para 2026
Segurança pública vira mote de presidenciáveis de direita

Os presidenciáveis Romeu Zema (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) colocaram a segurança pública no centro de seus discursos durante as convenções partidárias, mirando o eleitorado de direita e tentando rivalizar com o bolsonarismo. As propostas incluem medidas drásticas como a construção de um superpresídio na Amazônia, o enquadramento de facções criminosas como organizações terroristas e o confisco de bens de criminosos.

Superpresídio na Amazônia e classificação de facções como terroristas

Zema defendeu a criação de um superpresídio federal na região amazônica, com capacidade para isolar líderes de facções do restante do sistema prisional. A proposta visa retirar criminosos de alta periculosidade de presídios estaduais superlotados e impedir a comunicação com o exterior. Caiado, por sua vez, propôs que o Congresso aprove uma lei classificando facções como o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas, o que permitiria o uso de legislação antiterrorismo para investigações e punições mais severas.

Confisco ampliado de bens e disputa com bolsonarismo

Renan Santos sugeriu o confisco imediato de bens de condenados por crimes relacionados ao crime organizado, sem necessidade de comprovação de origem ilícita — bastando a incompatibilidade com a renda declarada. As medidas buscam atrair o eleitorado conservador e se diferenciar do governo Lula, que os candidatos acusam de ser brando com a criminalidade. A estratégia também visa disputar espaço com Flávio Bolsonaro, que tenta herdar o capital político do pai, Jair Bolsonaro.

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Segundo analistas políticos, a ênfase na segurança reflete a percepção de que o tema é prioritário para a direita, especialmente após o aumento da violência em estados governados por partidos de centro-esquerda. Os candidatos esperam que propostas radicais os consolidem como alternativas viáveis ao bolsonarismo e os ajudem a chegar ao segundo turno contra Lula em 2026.

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