Fim da Copa: ressaca e lições para o Brasil
Após 38 dias, a Copa do Mundo chegou ao fim. Para os brasileiros, o sentimento é de ressaca, decepção e poucas alegrias. Romário, em sua coluna, analisa o torneio e aponta que, apesar do gosto amargo, houve bons jogos, surpresas e um nível técnico acima do esperado.
Protagonistas e técnicos 'pikas' fracassaram
Se grandes jogadores se consagraram, treinadores considerados 'pikas' fracassaram. A final reuniu dois técnicos que nunca foram estrelas: De la Fuente (Espanha) e Scaloni (Argentina). Curiosamente, nenhum deles está entre os cinco mais bem pagos da Copa.
De la Fuente: o professor da base
De la Fuente é um estudioso da bola, com jeito de professor. Treinou por mais de 11 anos as seleções de base da Espanha, conhecendo a maioria dos jogadores atuais. Implantou o estilo de posse e controle, com tabelas e toques curtos, marca do futebol espanhol.
Scaloni: gestão de grupo e o lugar de Messi
Scaloni, por outro lado, é o técnico da gestão de grupo. Ganha o grupo na conversa e na parceria, sem ser xerife. Foi ele quem encontrou o lugar de Messi, fazendo o grupo jogar por ele e para ele. Todos entenderam que era o melhor para a Argentina.
Lições para o Brasil: falta identidade e conexão
Romário critica a seleção brasileira: não jogou no estilo clássico, não criou conexão nem jogou em função de um craque. O time mostrou falta de identidade, força de grupo e brilho técnico. Resta torcer para que em 2030 seja a vez do Brasil.



