Retaliação pode soar charmoso, mas não resolve, diz Haddad
Retaliação pode soar charmoso, mas não resolve

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira que a retaliação comercial pode parecer uma medida atraente, mas não resolve os problemas estruturais do comércio internacional. A declaração foi dada durante evento em São Paulo, onde o ministro comentou as recentes tensões tarifárias entre Estados Unidos e China.

Haddad defende diálogo em vez de retaliação

“Retaliação pode soar charmoso, mas não resolve”, disse Haddad, referindo-se à escalada de tarifas entre as duas maiores economias do mundo. O ministro destacou que o Brasil deve buscar soluções multilaterais e evitar ações unilaterais que possam prejudicar o crescimento econômico global.

Segundo Haddad, o governo brasileiro está monitorando de perto os desdobramentos da guerra comercial e preparando medidas para proteger setores sensíveis da economia nacional. No entanto, ele ressaltou que a prioridade é fortalecer o diálogo com parceiros comerciais e organismos internacionais.

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Impactos para o Brasil

O ministro lembrou que o Brasil já enfrenta desafios com a desaceleração da economia global e que uma escalada retaliatória poderia agravar a situação. “Precisamos de coordenação internacional, não de isolamento”, afirmou. Haddad citou dados do Fundo Monetário Internacional (FMI) que indicam que medidas protecionistas podem reduzir o PIB global em até 0,5% ao ano.

Ele também mencionou que o Brasil está em contato com outros países emergentes para alinhar posições em fóruns como o G20 e a Organização Mundial do Comércio (OMC). “A saída é pela via do entendimento, não da confrontação”, concluiu.

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