O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso — Foto: Agência O Globo
Cenário de estagnação política
Uma análise do colunista Merval Pereira, publicada no blog 'Ciranda Política', aponta que, independentemente de quem vencer a eleição deste ano, o Brasil continuará refém do passado político até pelo menos 2030, quando se espera uma nova safra de políticos disponíveis aos eleitores.
PSDB e o alinhamento ao bolsonarismo
Desde a era Fernando Henrique Cardoso, o PSDB, hoje enfraquecido, foi uma força de oposição ao PT, mas atualmente se alia ao bolsonarismo. O partido, que já representou uma alternativa de centro-direita, perdeu sua identidade e capacidade de renovação.
Lula e a oligarquia petista
Lula, que um dia foi visto como renovador, tornou-se um oligarca dentro do PT. Ao lado de Alckmin, ex-tucano, lidera um partido que caminha para a obsolescência. A falta de projetos nacionais claros desde o Plano Real é um sintoma da crise de representação.
Direita refém do bolsonarismo
A direita brasileira, por sua vez, permanece refém do bolsonarismo, sem conseguir apresentar propostas consistentes para o país. O cenário é de ausência de lideranças capazes de formular um projeto nacional que vá além do legado do Plano Real.
Segundo Merval Pereira, a renovação política só deve ocorrer em 2030, quando uma nova geração de políticos poderá surgir. Até lá, o país continuará preso a um ciclo de disputas entre velhas lideranças e alianças improváveis.



