Rejeição alta e aprovação de Tarcísio estagnada: más notícias da Quaest para Haddad
Rejeição alta e aprovação de Tarcísio estagnada na Quaest

A primeira pesquisa Quaest do período eleitoral de 2026 trouxe más notícias para a campanha do pré-candidato Fernando Haddad (PT). O levantamento, divulgado nesta quarta-feira, 29 de julho, aponta que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), principal adversário de Haddad na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes, enfrenta alta rejeição e estagnação na aprovação de seu governo. O cenário, embora negativo para Tarcísio, preocupa a equipe de Haddad, que esperava um desgaste maior do oponente para alavancar a própria candidatura.

Rejeição elevada e aprovação estagnada

Segundo a Quaest, a rejeição a Tarcísio de Freitas alcançou 42% entre os entrevistados, um número considerado alto para um governador em início de campanha. A aprovação de seu governo, por sua vez, permaneceu em 38%, sem variação significativa em relação ao último levantamento, realizado em maio. Para analistas políticos, a estabilidade na avaliação positiva indica que Tarcísio não conseguiu ampliar sua base de apoio nos últimos meses, apesar de investimentos em programas sociais e obras de infraestrutura.

"A rejeição alta é um ponto de atenção, mas a aprovação estagnada é o que mais preocupa a campanha de Haddad, pois mostra que Tarcísio não está crescendo, mas também não caiu. O eleitorado paulista parece dividido", afirmou o cientista político Carlos Melo, do Insper, em análise da pesquisa.

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Impacto na campanha de Haddad

Para a equipe de Haddad, o cenário ideal seria uma queda na aprovação de Tarcísio, que abrisse espaço para o petista conquistar eleitores insatisfeitos. No entanto, a estabilidade observada pela Quaest sugere que o governador mantém um núcleo duro de apoio, enquanto a rejeição se concentra em segmentos já críticos. "Esperávamos que a deterioração da economia paulista e os problemas na saúde pública gerassem um desgaste maior. Não foi o que aconteceu", comentou, sob condição de anonimato, um assessor da campanha de Haddad.

A pesquisa também revelou que a vantagem de Tarcísio sobre Haddad no primeiro turno é de 6 pontos percentuais (38% a 32%), dentro da margem de erro de 3 pontos. No segundo turno, o governador venceria com 44% contra 39% de Haddad. Os números, embora favoráveis a Tarcísio, indicam que a disputa está longe de ser definida.

Estratégias em jogo

Diante dos resultados, a campanha de Haddad deve intensificar críticas à gestão estadual, focando em áreas como segurança pública e emprego. "Vamos mostrar que São Paulo não avança com Tarcísio. A rejeição alta é um sintoma de que a população não está satisfeita", afirmou um coordenador da pré-campanha. Por outro lado, a equipe de Tarcísio minimizou o levantamento, destacando que a aprovação se mantém acima da média nacional de governadores.

A Quaest ouviu 2.000 eleitores em todo o estado de São Paulo entre os dias 25 e 28 de julho. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo SP-01234/2026.

Com a campanha oficial se aproximando, os próximos meses serão decisivos para ambos os lados. A tendência, segundo especialistas, é que a disputa se acirre com o início do horário eleitoral gratuito, em agosto. Até lá, Haddad precisa reverter o quadro de estagnação e transformar a rejeição alta de Tarcísio em votos para sua candidatura.

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