O instituto Quaest divulgou nesta quarta-feira (15) uma pesquisa que mostra o presidente Lula (PT) abrindo vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) nas simulações de primeiro e segundo turnos das eleições presidenciais de 2026. O levantamento, realizado antes do início oficial das campanhas eleitorais em 16 de agosto, indica que Lula tem 40% das intenções de voto no primeiro turno, contra 28% de Flávio. No segundo turno, a vantagem do petista é de 45% a 37%.
Recuperação de Lula entre independentes e jovens
A pesquisa aponta sinais de que Lula está recuperando pontos na aprovação de seu governo, especialmente entre eleitores independentes e jovens. Segundo Felipe Nunes, diretor da Quaest e cientista político, esses segmentos têm mostrado maior receptividade ao presidente. "Lula conseguiu avançar em grupos que antes eram mais resistentes, o que pode ser um fator decisivo na eleição", afirmou Nunes em entrevista ao podcast O Assunto.
Flávio Bolsonaro perde apoio na direita não bolsonarista
O levantamento também revela que Flávio Bolsonaro perdeu espaço entre os eleitores dispostos a votar em candidatos da oposição. A pesquisa indica que a direita que não se identifica como bolsonarista pode buscar alternativas na urna. "Flávio enfrenta dificuldades para consolidar o apoio da direita não bolsonarista, o que abre espaço para outros candidatos", analisou Nunes.
Impacto de eventos recentes
O diretor da Quaest avaliou os impactos eleitorais de eventos recentes da política brasileira, como os vídeos em que Michelle Bolsonaro diz ter sido humilhada por Flávio. A pesquisa mostra que 42% dos eleitores concordam mais com Michelle, enquanto 18% apoiam o senador. Além disso, fatores como o tarifaço e a atuação do presidente da Câmara, Arthur Lira, pesam contra Flávio. "A percepção de melhora da economia também influencia a avaliação positiva do governo Lula", destacou Nunes.
Projeções para a terceira via
A pesquisa Quaest também analisa o cenário para os candidatos da chamada terceira via. Embora Lula e Flávio liderem as intenções de voto, há espaço para que outros nomes ganhem tração, especialmente se a direita não bolsonarista buscar alternativas. "A terceira via pode se beneficiar da fragmentação da oposição", disse Nunes.
O podcast O Assunto, que recebeu Felipe Nunes para discutir os dados, é produzido por Luiz Felipe Silva, Sarah Resende, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco, Juliene Moretti, Stéphanie Nascimento e Guilherme Gama, com apresentação de Natuza Nery. O episódio está disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube.



