O impasse sobre a candidatura ao governo de Minas Gerais continua sem solução. Em reunião realizada neste sábado (29) entre a cúpula do PT e a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, não houve definição sobre a mudança de sua candidatura ao Senado para a disputa pelo Executivo estadual. A decisão final será levada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Resistência de Marília Campos
Marília Campos, que é pré-candidata ao Senado e lidera as pesquisas de intenção de voto para o governo mineiro, resiste à pressão do PT para migrar para a candidatura majoritária. Segundo interlocutores, a ex-prefeita argumenta que sua candidatura ao Senado já está consolidada e que uma mudança de planos poderia fragilizar o campo democrático no estado.
Na reunião, que contou com a presença do presidente nacional do PT, Edinho Silva, Marília defendeu a construção de uma aliança ampla, envolvendo partidos como MDB, PSB e PDT. Ela critica a estratégia do partido, classificando-a como um equívoco que pode comprometer a unidade da oposição em Minas Gerais.
Impasse será levado a Lula
Diante da falta de acordo, o caso será levado ao presidente Lula, que deverá arbitrar a situação. A expectativa é que Lula se reúna com as lideranças do PT mineiro e com Marília Campos nos próximos dias para buscar uma solução.
O PT mineiro, por sua vez, insiste na candidatura de Marília ao governo, argumentando que ela é a única capaz de unificar o partido e derrotar o atual governador, Romeu Zema (Novo). No entanto, a resistência da ex-prefeita e a falta de consenso interno indicam que a definição pode se arrastar.
Marília Campos, que foi prefeita de Contagem por dois mandatos, é considerada uma das principais lideranças do PT em Minas Gerais. Sua decisão de permanecer na disputa pelo Senado, caso confirmada, pode abrir espaço para outros nomes do partido na corrida pelo governo, como o deputado federal Rogério Correia ou o senador Alexandre Silveira.
Enquanto isso, o PSB, o MDB e o PDT aguardam os desdobramentos para definir suas estratégias. A aliança proposta por Marília Campos, que inclui esses partidos, é vista como uma tentativa de ampliar o arco de alianças e evitar um isolamento do PT no estado.



