O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso, afirmou que o fator político é o principal obstáculo para a redução da tarifa de 25% proposta pelos Estados Unidos sobre máquinas brasileiras. Segundo ele, apesar dos avanços no diálogo entre Brasil e EUA, com reuniões recentes entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, as razões políticas continuam a prevalecer sobre os argumentos técnicos apresentados pelo setor.
Negociações em andamento
Velloso destacou que o setor de máquinas e equipamentos tem buscado demonstrar que os interesses comuns entre os dois países são mais relevantes do que as divergências políticas. A ideia é mostrar a importância econômica mútua, já que o Brasil é um grande importador de máquinas americanas e a tarifa elevada pode prejudicar ambos os lados. No entanto, o presidente da Abimaq reconhece que o cenário político nos EUA, especialmente em ano eleitoral, pode dificultar avanços concretos.
Impacto para o setor
A tarifa de 25% sobre máquinas brasileiras, se mantida, pode afetar significativamente as exportações do setor, que já enfrenta desafios como a concorrência chinesa e a volatilidade cambial. A Abimaq estima que as vendas para os EUA representam uma parcela importante do faturamento das empresas associadas, e uma redução tarifária poderia impulsionar a competitividade dos produtos brasileiros no mercado norte-americano.
Velloso ressaltou que o diálogo técnico tem sido produtivo, mas a decisão final depende de fatores políticos que fogem ao controle do setor. Ele espera que o governo brasileiro continue a pressionar por uma solução negociada, aproveitando a boa relação entre Lula e Trump para superar os entraves.



