PF apura se Sóstenes e aliados criaram versão falsa sobre R$ 430 mil
PF investiga versão falsa de Sóstenes sobre R$ 430 mil

A Polícia Federal investiga se o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), e aliados criaram uma versão falsa para justificar os R$ 430 mil em espécie apreendidos em um endereço ligado ao parlamentar. A operação, realizada na manhã desta quarta-feira (1º de julho de 2026), mirou advogados que atuam para o deputado, com o objetivo de aprofundar a apuração sobre possível desvio de recursos da cota parlamentar por meio de contratos de locação de veículos.

Detalhes da operação

De acordo com a PF, os valores foram encontrados em um imóvel associado a Sóstenes durante uma fase anterior da investigação. O parlamentar alega que o dinheiro é proveniente da venda de um imóvel, mas os investigadores suspeitam que a justificativa pode ter sido fabricada para ocultar a origem ilícita dos recursos. A operação desta manhã cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços de advogados que supostamente auxiliaram na elaboração da versão falsa.

Investigação sobre cota parlamentar

O foco central da investigação é o desvio de verbas da cota parlamentar, utilizada para custear despesas de mandato. Segundo apurações preliminares, Sóstenes e aliados teriam usado contratos fictícios de locação de veículos para sacar recursos públicos. O montante de R$ 430 mil em espécie, apreendido em fevereiro deste ano, seria parte desses valores desviados. A PF busca confirmar se os advogados alvos da operação participaram da criação de documentos falsos para dar aparência legal às transações.

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Defesa do parlamentar

A defesa de Sóstenes Cavalcante nega qualquer irregularidade. Em nota, o parlamentar afirmou que o dinheiro apreendido é fruto da venda de um imóvel de sua propriedade e que todos os contratos de locação de veículos são legítimos. A defesa classificou a operação como um ato de perseguição política e prometeu colaborar com as investigações para esclarecer os fatos.

Próximos passos

A PF deve analisar o material apreendido nos endereços dos advogados, incluindo documentos e dispositivos eletrônicos. O caso segue sob segredo de justiça, mas a expectativa é que novos desdobramentos ocorram nas próximas semanas. Se comprovada a criação de versão falsa, Sóstenes e os envolvidos podem responder por crimes como peculato, falsidade ideológica e obstrução de justiça.

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