Onde está a magia do futebol brasileiro? Soft power em declínio
Onde está a magia do futebol brasileiro?

Futebol brasileiro perde protagonismo como soft power global

O futebol, que por décadas foi o principal recurso de soft power do Brasil, está perdendo sua magia e influência internacional. A afirmação é do jornalista e escritor Fernando Gabeira, em sua coluna exclusiva para assinantes. Para ele, o esporte bretão sempre representou uma forma pacífica e eficaz de afirmar a influência nacional no cenário global, mas essa capacidade vem se deteriorando.

Soft power em declínio: o que mudou?

Gabeira destaca que, historicamente, o futebol brasileiro encantava o mundo com seu estilo único, criativo e alegre. Jogadores como Pelé, Garrincha, Zico e Ronaldinho Gaúcho — este último em foto de 2004 em amistoso contra o Haiti — simbolizavam essa magia. No entanto, o cenário atual é diferente: a competitividade aumentou, outros países investiram pesado em formação e tática, e o Brasil parece ter perdido a identidade que o diferenciava.

O artigo ressalta que o soft power do futebol não se limita a vitórias em campo, mas à capacidade de projetar uma imagem positiva do país, atrair turismo, negócios e admiração. Com a queda de rendimento da seleção e a falta de craques com o carisma de outrora, essa ferramenta diplomática enfraqueceu.

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Impactos e desafios para o futuro

Segundo Gabeira, o declínio do futebol como soft power reflete problemas estruturais: má gestão das categorias de base, excesso de jogadores sendo formados para o mercado europeu com estilo padronizado e falta de incentivo à criatividade. “O futebol brasileiro precisa resgatar sua essência, senão corre o risco de se tornar mais um entre tantos”, alerta o colunista.

O texto conclui que recuperar a magia do futebol é uma questão de identidade nacional e de projeção internacional. Sem ela, o Brasil perde não apenas jogos, mas uma das suas mais poderosas ferramentas de influência pacífica no mundo.

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