Motta critica investigação contra Valdemar Costa Neto
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), manifestou-se nesta quinta-feira contra a investigação da Polícia Federal que mira o presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto. Em declaração à imprensa, Motta afirmou que o caso representa uma tentativa de 'criminalizar a política', baseada em suposições e não em provas concretas de desvio de recursos.
Bloqueio de R$ 119 milhões em bens
A investigação, conduzida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, resultou no bloqueio de R$ 119 milhões em bens de Costa Neto. O montante equivale ao valor de emendas parlamentares que, segundo a PF, teriam sido indicadas por Costa Neto sem que ele ocupasse cargo eletivo — prática que pode configurar crime. A suspeita é de que Costa Neto, com auxílio de assessores, tenha influenciado a destinação de recursos públicos para beneficiar aliados políticos.
Defesa de Motta: 'inferências sem comprovação'
Hugo Motta argumentou que a investigação se apoia em 'inferências' e não apresenta evidências de desvio ou enriquecimento ilícito. 'Não se pode criminalizar a política com base em suposições. A atuação política legítima não pode ser tratada como crime', declarou o presidente da Câmara. Ele também questionou a decisão de Flávio Dino, classificando-a como desproporcional e prejudicial à imagem do Legislativo.
Repercussão no meio político
A fala de Motta gerou reações diversas entre parlamentares. Enquanto aliados do presidente da Câmara endossaram a crítica, líderes da oposição defenderam a investigação como necessária para coibir abusos no uso de emendas. O caso reacende o debate sobre o controle de recursos orçamentários e a atuação de presidentes de partidos na indicação de emendas.
Contexto das emendas sem mandato
A investigação da PF apura um esquema em que Valdemar Costa Neto, mesmo sem mandato eletivo, teria coordenado a distribuição de emendas parlamentares com a ajuda de deputados do PL. O bloqueio de bens visa garantir o ressarcimento ao erário em caso de condenação. A defesa de Costa Neto nega irregularidades e afirma que as indicações seguiram os trâmites legais.



