Em meio a um crescente conflito com Flávio Bolsonaro, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro está utilizando a estrutura do PL Mulher para consolidar sua influência e disputar o espólio político de Jair Bolsonaro. A iniciativa, voltada à formação política de mulheres conservadoras, já congrega cerca de 5.200 participantes e vem sendo usada por Michelle para construir uma base de apoio própria dentro do partido.
Estrutura do PL Mulher como plataforma política
Michelle Bolsonaro tem se destacado na organização de eventos e cursos de capacitação para mulheres, fortalecendo sua imagem como líder conservadora. A estrutura do PL Mulher, que ela comanda, tem sido fundamental para articular candidaturas ao Senado e outros cargos, ampliando sua rede de aliadas. Segundo fontes próximas, Michelle busca não apenas preservar o legado de Jair Bolsonaro, mas também garantir espaço próprio nas decisões futuras do grupo político.
Confronto com Flávio Bolsonaro
O embate com Flávio, filho mais velho do ex-presidente, tornou-se público nos últimos meses. Flávio, que historicamente atuou como articulador político da família, vê com preocupação o avanço de Michelle, que passou a ter mais protagonismo em eventos partidários e na definição de estratégias. A disputa envolve o controle de recursos, alianças e a herança política de Jair Bolsonaro, que atualmente está inelegível.
Formação de bancada de aliadas
Com o apoio do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, Michelle tem conseguido impulsionar candidaturas femininas alinhadas a seu projeto. A meta é eleger uma bancada de senadoras e deputadas que possam atuar como contraponto à influência de Flávio no partido. Até o momento, pelo menos 30 pré-candidaturas estão sendo apoiadas pela estrutura do PL Mulher, segundo informações oficiais.
Reações e impactos no bolsonarismo
A movimentação de Michelle reacendeu debates sobre o futuro do bolsonarismo após a inelegibilidade de Jair Bolsonaro. Enquanto Flávio tenta manter a hegemonia, Michelle aposta na capilaridade do PL Mulher para conquistar espaço. Analistas políticos apontam que a disputa pode fragmentar a base conservadora, mas também renovar a liderança com novas figuras. “Michelle está usando as ferramentas partidárias de forma inteligente para se posicionar como herdeira política”, afirmou um cientista político sob condição de anonimato.



