Em sua coluna no jornal O Globo, o jornalista e escritor Elio Gaspari traça um paralelo entre a situação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a do craque argentino Lionel Messi. Segundo Gaspari, Lula, embora lidere as intenções de voto com dez pontos percentuais de vantagem sobre o segundo colocado, enfrenta uma desaprovação de metade dos entrevistados. O colunista argumenta que o presidente necessita de um “momento Messi” – um feito grandioso que reverta a percepção pública e solidifique seu apoio.
Lula lidera, mas desaprovação preocupa
Dados de pesquisa recente mostram que Lula é o preferido dos eleitores, com vantagem confortável sobre os adversários. No entanto, o índice de desaprovação atinge a marca de 50%, indicando uma forte polarização. Para Gaspari, esse cenário revela que a liderança numérica não se traduz em aprovação consolidada, e o presidente precisa de um gesto ou conquista que mobilize a opinião pública a seu favor.
O paralelo com Messi
O colunista evoca a imagem de Messi comemorando um gol contra a Áustria, em foto de Francois Nel/Getty Images, para ilustrar o tipo de momento que Lula precisaria. Assim como o jogador argentino encantou o mundo com sua atuação na Copa do Mundo, Lula carece de um feito que transcenda a política cotidiana e gere uma onda de simpatia e reconhecimento. “Um presidente reprovado por metade dos entrevistados é o preferido com dez pontos percentuais de vantagem sobre o segundo colocado”, escreve Gaspari, destacando a contradição.
Contexto político e desafios
A análise de Gaspari insere-se em um contexto de desafios econômicos e sociais, onde o governo Lula busca entregar resultados que possam reverter a desconfiança de parte da população. O colunista não especifica qual seria esse “momento Messi”, mas sugere que ele pode vir de uma iniciativa inesperada, uma viagem diplomática de sucesso ou uma medida de impacto popular. A metáfora esportiva serve para enfatizar a necessidade de um ato de genialidade política.
Repercussão e expectativas
A coluna, exclusiva para assinantes, gerou debates sobre a eficácia da comunicação do governo e a necessidade de ações que unam o país. Enquanto isso, Lula mantém a dianteira nas pesquisas, mas a alta desaprovação acende um alerta no Palácio do Planalto. Resta saber se o presidente conseguirá seu “momento Messi” antes das próximas eleições.



