O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu que as centrais sindicais adotem uma postura mais firme contra Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), após a imposição de tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A cobrança foi feita diretamente ao presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Antonio Neto, durante evento em São Paulo.
Contexto das tarifas americanas
As tarifas dos EUA, anunciadas no início de julho de 2026, sobretaxam produtos como aço, alumínio e café brasileiro. A Fiesp culpou o governo Lula por "ruídos diplomáticos" que teriam levado à medida. Em resposta, Lula criticou o ex-presidente americano Donald Trump e defendeu a soberania nacional, enquanto provocava adversários políticos que, segundo ele, estariam alinhados a interesses americanos.
Reação do sindicalista
Antonio Neto afirmou que "a CSB está pronta para defender o Brasil e os trabalhadores brasileiros contra qualquer ataque externo". Ele disse ainda que "não podemos aceitar que a Fiesp, que sempre defendeu interesses patronais, agora queira culpar o governo por algo que é fruto da política protecionista dos EUA".
O episódio ocorreu durante a convenção nacional do PDT, em Brasília, onde Lula também discutiu estratégias para as eleições de 2026. O presidente reforçou a importância de uma reação coordenada entre governo, sindicatos e setor produtivo para minimizar os impactos das tarifas.



