Lula mostra dedo médio e ataca elite em anúncio de próteses dentárias 3D
Lula mostra dedo médio em anúncio de próteses dentárias

Durante o anúncio do programa federal Brasil Sorridente, que oferecerá próteses dentárias moldadas em 3D para cidadãos de baixa renda, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva exibiu o dedo médio em um gesto direcionado àqueles que, em sua visão, desdenham da pobreza alheia. “Nós vamos acabar com essa história de que o pobre não gosta de coisa boa. Aqui para eles. Nós gostamos de coisa boa”, declarou Lula, em um tom que muitos consideraram vulgar e inadequado para um chefe de Estado.

O gesto e seu significado político

O gesto obsceno, típico do ex-presidente petista, revela o espírito do atual governo, segundo analistas. Supostamente dirigido à “elite”, a velha inimiga imaginária dos petistas, a obscenidade atingiu, na prática, o brasileiro pagador de impostos – aquele que sustenta a máquina pública que Lula insiste em instrumentalizar a seu favor às vésperas de mais uma eleição.

Críticas à postura de Lula

Mais obscena do que o gesto, contudo, é a desfaçatez com que Lula se coloca entre os pobres, como se fosse um deles. O PT terá governado o Brasil por 18 dos últimos 24 anos, e cabe perguntar: o que Lula fará num eventual quarto mandato para elevar a renda dos brasileiros que já não tenha feito ou deixado de fazer? A resposta, para críticos, é nada. Resta o discurso eleitoreiro que opõe “ricos contra pobres”, figura de retórica cara a lideranças populistas.

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O debate sobre planos de saúde e impostos

Ao afirmar que os mais abastados só bancam seus planos de saúde porque “pagam”, e que “quem paga somos nós, que deixamos de receber o dinheiro” – em alusão às deduções do Imposto de Renda –, o presidente tenta transformar em hipocrisia o que é um mecanismo tributário comum. Lula ignora que milhões de brasileiros pagam caro por planos de saúde porque não recebem um sistema público de qualidade como contrapartida aos impostos.

Eficácia eleitoral versus responsabilidade fiscal

O falatório de Lula é eficiente do ponto de vista eleitoral, pois desvia o foco de um debate mais sério sobre a higidez das contas públicas. Não existe política social mais eficaz do que o controle responsável do Orçamento da União. Responsabilidade fiscal não é um fetiche da Faria Lima, mas condição indispensável para a queda da inflação, redução dos juros e recuperação da capacidade de investimento do Estado em educação, saúde, segurança e infraestrutura.

Impacto sobre os pobres

A desordem fiscal promovida por Lula onera precisamente as camadas mais pobres, as mesmas que ele jura defender. É o pobre quem mais sofre com a inflação alta, crédito caro e câmbio instável – matemática elementar, não opinião.

Mérito e limites do programa Brasil Sorridente

Oferecer dentaduras aos cidadãos sem condições de pagar é meritório do ponto de vista da saúde pública. Mas é a parte mais fácil, barata e vistosa eleitoralmente de um governo que confunde interesses eleitorais com projeto de país. Um genuíno estadista criaria condições estruturais para o Brasil crescer de forma sustentada e libertar seus cidadãos da dependência de programas assistenciais.

Lula jamais teve real preocupação com o controle das contas públicas, e não será às vésperas de uma eleição que honrará seus cabelos brancos. Mas que ao menos fosse honesto: reconhecesse que o dedo médio foi dirigido a quem paga a conta de seus desatinos.

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