A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai explorar a rejeição crescente ao senador Flávio Bolsonaro, que atingiu 57%, segundo pesquisa Quaest. A estratégia petista prevê ataques que miram desgastes envolvendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o Banco Master, após o levantamento indicar um flanco vulnerável no caso do senador Jaques Wagner, aliado de Lula.
Ataques focam contradições de Flávio
A campanha petista vai mirar na perda de credibilidade do senador, explorando contradições na conduta de Flávio Bolsonaro. A ideia é associá-lo a escândalos financeiros envolvendo o Banco Master e a conflitos familiares, especialmente com Michelle Bolsonaro. Segundo a Quaest, a rejeição a Flávio subiu de 52% para 57% em um mês, enquanto a aprovação de Lula se mantém em 48%.
O levantamento também mostrou que o caso Jaques Wagner, que enfrenta uma investigação, pode ser um ponto frágil para o governo. No entanto, a expectativa na campanha é que o impacto seja atenuado até as eleições, com medidas populares do governo reduzindo a rejeição a Lula.
Rejeição a Lula em queda
A rejeição ao presidente Lula caiu de 44% para 41% no mesmo período, impulsionada por ações como o aumento do salário mínimo e a redução de impostos sobre alimentos. A estratégia de atacar Flávio Bolsonaro visa capitalizar a insatisfação com o bolsonarismo, enquanto Lula tenta consolidar seu eleitorado.
"A rejeição a Flávio é um reflexo do desgaste do bolsonarismo, e vamos explorar isso", afirmou um coordenador da campanha petista, que preferiu não se identificar. A expectativa é que os ataques se intensifiquem nas próximas semanas, com foco em contradições do senador.



