O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu duramente a comentários feitos pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a família Bolsonaro e as eleições brasileiras. Em entrevista durante a cúpula do G7, na França, Lula pediu que Trump não interfira nos assuntos internos do Brasil.
Críticas à interferência estrangeira
Lula afirmou que a soberania nacional deve ser respeitada e que o Brasil tem um sistema eleitoral robusto e confiável. “Não se meta nas eleições do Brasil”, declarou o presidente, referindo-se a declarações de Trump que sugeriam irregularidades no processo eleitoral brasileiro.
Defesa das urnas eletrônicas
O presidente brasileiro também saiu em defesa das urnas eletrônicas, sistema utilizado no país desde 1996. Lula disse que, em seu próximo encontro com Trump, pretende levar uma urna eletrônica para demonstrar pessoalmente sua eficácia e segurança. “Vou mostrar como funciona, como é auditável e como garante a transparência das eleições”, afirmou.
Reunião do G7
As declarações ocorreram durante a cúpula do G7, que reúne líderes das maiores economias do mundo. Lula participa do evento para discutir temas como mudanças climáticas, desenvolvimento sustentável e cooperação internacional. A reação de Lula a Trump ocorreu após o ex-presidente americano fazer declarações sobre a família Bolsonaro, que tem sido aliada de Trump.
Contexto político
A troca de farpas entre Lula e Trump reflete as tensões políticas entre os dois países. Trump, que busca a reeleição nos Estados Unidos, tem apoiado abertamente a família Bolsonaro, enquanto Lula, que venceu as eleições de 2022, representa uma linha política oposta. A defesa das urnas eletrônicas também é uma resposta a críticas feitas por Bolsonaro e seus aliados, que questionaram a segurança do sistema eleitoral brasileiro.
Lula encerrou sua fala reafirmando o compromisso do Brasil com a democracia e o respeito às instituições. “O Brasil sabe conduzir suas eleições. Não precisamos de conselhos de ninguém”, concluiu.



