Viaduto da Ferradura em Nova Lima terá início em 2026
Viaduto da Ferradura em Nova Lima começa em 2026

Viaduto da Ferradura: obra começa em 2026 e promete aliviar trânsito entre Nova Lima e BH

A Associação dos Empreendedores dos Bairros Vila da Serra e Vale do Sereno definiu a construtora que executará o Viaduto da Ferradura, que conectará a saída da rodovia MG-30 à MGC-356. Com investimento estimado em R$ 48 milhões, a previsão é de que a construção inicie no segundo semestre de 2026, com prazo de até dois anos para conclusão.

Detalhes do projeto e recursos

O projeto será executado pela construtora Vereada Engenharia Ltda e prevê uma ligação direta entre as duas rodovias, permitindo que motoristas evitem o trevo do Belvedere, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Os recursos são provenientes da iniciativa privada, fruto de compensação por impactos ambientais de empreendimentos imobiliários na região, conforme termo de compromisso firmado em 2017 entre o Ministério Público, as prefeituras de Belo Horizonte e Nova Lima e a associação.

Com a homologação do resultado, a empresa foi convocada para assinar o contrato nos próximos cinco dias úteis. A obra visa enfrentar um dos principais gargalos de trânsito da Região Metropolitana de Belo Horizonte, no limite entre Nova Lima e a capital. Os congestionamentos são frequentes na MG-30, que liga as duas cidades, e na MGC-356, principal saída de Belo Horizonte para o Rio de Janeiro, cidades históricas, condomínios da região e bairros de Nova Lima, como o Jardim Canadá.

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Especialista alerta para necessidade de soluções multimodais

Para o engenheiro especialista em trânsito Silvestre de Andrade, a obra é importante, mas não resolve sozinha os problemas de mobilidade no trecho. Ele defende soluções multimodais, com investimento em transporte público de qualidade, melhorias viárias e opções de micromobilidade, como bicicletas e patinetes. “A solução de transporte sempre envolve várias opções combinadas. O transporte público deve ser de qualidade, e não adianta colocar um ônibus em tráfego congestionado. Também é preciso pensar na micro mobilidade como complemento”, afirma.

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