O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), fez um alerta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o papel da Corte nas eleições de 2026. Em entrevista ao programa Estadão Analisa, exibido em 29 de junho, Gilmar afirmou que “será o Supremo quem vai, se for preciso, vigiar o TSE nestas eleições”. A declaração ocorre em meio a críticas ao STF por investigações envolvendo o Banco Master e relações suspeitas de alguns ministros com o empresário Daniel Vorcaro.
Preocupação com a imparcialidade dos ministros indicados por Bolsonaro
Gilmar Mendes destacou que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) será comandado pelos ministros Nunes Marques e André Mendonça, ambos indicados ao STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. A insinuação de que os dois podem não atuar com o devido decoro gerou reações. Para o leitor Maurilio Polizello Junior, de Ribeirão Preto, a fala de Gilmar sugere que os ministros não agirão de forma isenta por terem sido escolhidos por Bolsonaro.
Análise política: Flávio Bolsonaro e o efeito Teflon
Em artigo no Estadão de 29 de junho, Diogo Schelp analisou a situação do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro. Segundo o jornalista, o verdadeiro responsável pela derrota iminente de Flávio é seu pai, Jair Bolsonaro, que preteriu o governador Tarcísio de Freitas — com competência técnica comprovada e sem escândalos — em favor do filho. “Sempre a família em primeiro lugar”, comentou o leitor Carlos Biasetto, de São Paulo.
Lucidez de Bolsonaro e manobras familiares
A leitora Cecilia Centurión, de São Paulo, observa que Jair Bolsonaro está lúcido ao perceber que Flávio não vingará como candidato devido ao envolvimento com o caso Master. Por isso, autorizou Michelle Bolsonaro a se lançar na disputa. “Já sacrificou uma ex-mulher pondo o filho para vencer a mãe na disputa pela vereança do Rio de Janeiro; agora sacrifica o filho com a atual mulher”, escreveu.
Governo Lula e as mulheres: migalhas?
Suely Mandelbaum, de São Paulo, critica o governo Lula pelo tratamento às mulheres. Ela aponta que a nova líder do governo no Senado, Teresa Leitão, foi nomeada apenas no final do mandato, as ministras ocupam pastas com baixo orçamento e nenhuma mulher foi indicada ao STF. “Às brasileiras, 53% da população, Lula oferece as migalhas”, afirma.
Analfabetismo: tragédia educacional e desigualdade racial
O editorial “Uma tragédia de múltiplas faces” (Estadão, 28/6) revela que 8,4 milhões de brasileiros não sabiam ler e escrever em 2025. A taxa de analfabetismo entre pretos e pardos é mais que o dobro da de brancos, e mais da metade dos analfabetos está no Nordeste. O analfabetismo funcional atinge 29% da população de 15 a 64 anos. A leitora Patricia Porto da Silva, do Rio de Janeiro, critica a propaganda governamental que divulga melhorias sem base factual.
Terremotos na Venezuela: lições para a engenharia
Roberto Solano, do Rio de Janeiro, sugere que os recentes terremotos na Venezuela oferecem uma oportunidade para a Engenharia Civil estudar por que algumas edificações resistiram e outras desabaram, visando melhorar as normas técnicas de segurança sísmica.
Bets: a mecânica contábil das apostas
Afonso Gallo Casanova, de Rio Claro, analisa o artigo de Celso Ming sobre apostas esportivas. Ele descreve o modelo de negócios: o apostador perde tudo, o governo arrecada pouco em impostos, e os donos das plataformas lucram com custos operacionais baixos — basicamente marketing agressivo e patrocínios no futebol. “Trata-se de uma engenharia psicológica pesada para explorar a vulnerabilidade financeira”, escreve.
Sinal de progresso: pobreza e desigualdade
Carlos Roberto Teixeira Netto, do Rio de Janeiro, comenta o artigo “Moralidade pública” (Estadão, 29/6). Ele lista vetores que sabotam a redução da pobreza: gastos excessivos e mal geridos, juros altos, privilégios, corrupção e incentivo às bets. Critica a progressão continuada e as cotas, que chama de “atestado de falência do Estado na educação”. O Bolsa Família saltou de 8 milhões de famílias em 2005 para quase 20 milhões em 2025, sem porta de saída.
Decisão do TST sobre colchões gera polêmica
Maria Florencia Schivartche, de São Paulo, critica a multa de R$ 300 mil aplicada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) a uma fabricante de colchões do Paraná por não ter mulheres na gerência. Ela questiona se a decisão é discriminatória. Celso Francisco Álvares Leite, de Limeira, pondera que a multa seria razoável se houvesse prazo não cumprido e o TST tivesse 51% de ministras.
Lei eleitoral e campanha antecipada de Lula
Aldo Bertolucci, de São Paulo, acusa o presidente Lula de iniciar a campanha eleitoral desde o primeiro dia de mandato, negligenciando educação, saúde e combate ao crime organizado, enquanto gasta recursos em propaganda.
Flávio Bolsonaro e as acusações
Jorge de Jesus Longato, de Mogi Mirim, afirma que Flávio Bolsonaro negará ter oferecido equipe de transição aos EUA, assim como negou contato com Daniel Vorcaro e as acusações de maus-tratos feitas pela madrasta.
STF e penduricalhos: corporativismo
Luiz Frid, de São Paulo, e Ademir Valezi, ambos da capital, criticam o corporativismo dos ministros do STF em relação aos penduricalhos e a avidez por dinheiro, questionando a igualdade perante a lei.
Copa do Mundo: Brasil vence Japão de forma suada
J. S. Vogel Decol e Paulo Panossian, de São Paulo e São Carlos, respectivamente, comentam a vitória do Brasil por 2 a 1 sobre o Japão, com gols no segundo tempo. Destacam que a seleção atual não se compara às campeãs do passado, mas as cinco estrelas na camisa devem ser respeitadas.
Reajuste de planos de saúde: 39,9% pelo segundo ano
Arthur de Almeida Jr., de São Paulo, relata reajuste de 39,9% em seu plano de saúde pelo segundo ano consecutivo, acumulando 93,21% em dois anos, enquanto a ANS autorizou 11,48% e a inflação foi de 9,75% no período. Questiona o presidente da ANS, Wadih Damous.
Educação: qualidade da aprendizagem
Gabriele Di Giulio, de São Roque, reforça que a redução do analfabetismo não pode esconder a falta de qualidade: milhões passam pela escola sem desenvolver plenamente a capacidade de compreender e interpretar. Defende investimento em formação de professores e práticas pedagógicas que estimulem o pensamento crítico.
Literatura: falta de leitura entre acadêmicos
Adilson Roberto Gonçalves, de Campinas, comenta a entrevista com Mauro Munhoz, destacando o paradoxo da falta de leitura mesmo entre acadêmicos e escritores.



