Flávio Bolsonaro perde espaço entre direita não bolsonarista
Flávio perde espaço na direita não bolsonarista

Um levantamento recente revela que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) perdeu espaço entre os eleitores de direita que não se consideram bolsonaristas. A pesquisa, realizada pelo instituto Paraná Pesquisas, mostra que a preferência pelo filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro caiu significativamente nesse segmento, abrindo caminho para outros líderes conservadores.

Dados da pesquisa

De acordo com o levantamento, entre os eleitores que se autodeclaram de direita, mas não se identificam com o movimento bolsonarista, a intenção de voto em Flávio Bolsonaro para uma eventual candidatura presidencial em 2026 caiu de 18% em março para 12% em julho. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais. O instituto ouviu 2.020 eleitores em todo o país.

“Flávio Bolsonaro perdeu tração justamente no eleitorado que poderia ampliar sua base além do núcleo duro bolsonarista”, afirma o cientista político Antônio Lavareda, da Universidade Federal de Pernambuco. “Isso indica que ele não conseguiu se desvincular da imagem do pai e atrair novos apoios.”

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Novos nomes da direita

Com a queda de Flávio, outros nomes ganham destaque. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), aparece com 24% das intenções de voto entre os mesmos eleitores, seguido pelo governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com 18%, e pelo senador Sergio Moro (União-PR), com 15%.

“A direita não bolsonarista está em busca de uma alternativa que una conservadorismo com capacidade de diálogo e gestão”, avalia a analista política Helena de Oliveira, do Instituto Brasileiro de Opinião Pública. “Tarcísio e Zema são vistos como nomes técnicos e com potencial de crescimento.”

Impacto para 2026

A perda de espaço de Flávio Bolsonaro pode reconfigurar o cenário eleitoral de 2026. Caso o ex-presidente Jair Bolsonaro esteja inelegível, o filho mais velho era tido como o herdeiro natural do capital político bolsonarista. No entanto, a pesquisa sugere que ele não consegue ampliar sua base para além dos eleitores mais fiéis.

“Flávio ainda tem um eleitorado cativo de cerca de 12% a 15% do total, mas isso pode não ser suficiente para uma candidatura competitiva se ele não conseguir dialogar com outros setores da direita”, completa Lavareda.

O levantamento também mostra que a rejeição a Flávio Bolsonaro cresceu entre os eleitores de direita não bolsonaristas, passando de 35% para 42% no mesmo período. Isso indica que ele não apenas perdeu apoio, mas também ganhou mais oposição dentro do próprio campo ideológico.

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