Flávio critica Quaest e elogia proposta de selo de acerto para pesquisas
Flávio critica Quaest e defende selo de acerto em pesquisas

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou duramente o instituto de pesquisas Quaest e elogiou a proposta de criação de um selo de acerto para pesquisas eleitorais, apresentada pelo senador Carlos Portinho (PL-RJ). A declaração foi feita durante entrevista à imprensa nesta terça-feira (15).

Críticas à Quaest e defesa do projeto

Flávio afirmou que a Quaest tem errado sistematicamente as projeções eleitorais, especialmente nas últimas eleições presidenciais. “A Quaest errou feio em 2022 e continua errando. É um instituto que não reflete a realidade das urnas”, disse o senador. Ele defendeu a aprovação do projeto de lei que institui o selo de acerto, que classificaria as pesquisas com base na precisão dos resultados.

O projeto, de autoria de Portinho, prevê que os institutos de pesquisa que acertarem os resultados das eleições recebam um selo de confiabilidade, enquanto aqueles que errarem teriam sua credibilidade questionada. Flávio argumenta que a medida trará mais transparência ao processo eleitoral e permitirá que o eleitor identifique quais pesquisas são mais confiáveis.

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Reações e debates sobre a proposta

A proposta gerou debate entre especialistas e políticos. Enquanto aliados de Bolsonaro veem a iniciativa como forma de coibir erros, críticos apontam que o selo pode ser usado para deslegitimar pesquisas que não agradam determinados grupos. O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) afirmou que a medida é “inconstitucional e fere a liberdade de imprensa”.

Flávio rebateu as críticas: “Não se trata de censura, mas de responsabilidade. Os institutos precisam ser cobrados pelos erros que cometem, que influenciam a opinião pública e o mercado”.

Impacto e próximos passos

Caso aprovado, o selo seria concedido por uma comissão independente, formada por estatísticos e representantes da Justiça Eleitoral. A proposta ainda tramita no Senado e deve ser votada nas próximas semanas. Segundo Flávio, o projeto é “urgente para a democracia brasileira”.

A Quaest não se pronunciou oficialmente sobre as críticas. Em nota anterior, o instituto defendeu sua metodologia e afirmou que “erros fazem parte de qualquer levantamento estatístico, mas a transparência dos dados é garantida”.

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