O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou ter atuado como advogado para a empresa de contabilidade Contábil Correa, mas não apresentou contrato, relatório ou petições judiciais que comprovem os serviços prestados. O escritório de advocacia do senador emitiu uma nota fiscal de R$ 500 mil à empresa, conforme revelado por investigações.
Falta de documentação comprobatória
Segundo apurações, Flávio Bolsonaro não disponibilizou nenhum documento que ateste a efetiva prestação dos serviços advocatícios. Não há contratos assinados, relatórios de atividades ou registros de atuação na Justiça. A ausência de comprovação levanta questionamentos sobre a natureza real da transação financeira.
O senador, que é pré-candidato à presidência da República, alega que os serviços foram prestados, mas não detalhou quais teriam sido. A nota fiscal de R$ 500 mil foi emitida pelo seu escritório, mas sem a contrapartida documental esperada para uma transação desse porte.
Vínculos com a Copenhagen e Banco Master
As investigações também apontam para vínculos entre a Contábil Correa e a empresa Copenhagen, envolvida em repasses milionários do Banco Master. A conexão sugere possíveis irregularidades que estão sendo investigadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
O caso ganhou repercussão após reportagens revelarem que a Contábil Correa teria recebido valores expressivos do Banco Master, e parte desses recursos teria sido direcionada ao escritório de Flávio Bolsonaro. O senador nega qualquer ilegalidade e afirma que os serviços foram legítimos.
Investigação em curso no STF
O STF já abriu inquérito para apurar supostas irregularidades envolvendo Flávio Bolsonaro, a Contábil Correa e o Banco Master. A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou a quebra de sigilos bancário e fiscal para esclarecer a origem e o destino dos recursos.
Até o momento, o senador não se manifestou oficialmente sobre a falta de documentação comprobatória. Seu advogado afirmou que todas as informações serão prestadas à Justiça no momento adequado.



