Bolsa Família de R$ 600 não compra mais o mesmo, diz Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro: Bolsa Família de R$ 600 perde poder

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que o valor atual do Bolsa Família, de R$ 600, não possui mais o mesmo poder de compra de quando foi criado, em 2003. A declaração foi feita durante entrevista à Rádio Bandeirantes nesta segunda-feira (18).

Inflação corrói benefício

Segundo Flávio, a inflação acumulada desde a criação do programa reduziu significativamente o valor real do benefício. “O Bolsa Família de R$ 600 não compra mais o mesmo que comprava no início. A inflação comeu o poder de compra”, disse o senador.

Ele defendeu que o governo federal promova um reajuste com base na inflação oficial, medida pelo IPCA. “É preciso corrigir o valor para que o programa cumpra seu papel de tirar as pessoas da pobreza”, completou.

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Comparação com governos anteriores

Flávio Bolsonaro também criticou a gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, responsável pela criação do Bolsa Família. “Na época do Lula, o valor era suficiente, mas hoje não é mais. O governo atual precisa fazer a correção”, afirmou.

O senador destacou que, mesmo com o aumento para R$ 600 em 2023, o valor real é menor do que os R$ 300 originais corrigidos pela inflação. Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) indicam que o poder de compra do benefício caiu cerca de 30% desde 2003.

Impacto nas famílias

Segundo o senador, a perda do poder de compra afeta diretamente as famílias mais pobres, que dependem do auxílio para alimentação e itens básicos. “Muitas famílias estão passando fome porque o dinheiro não dá mais para comprar o necessário”, lamentou.

Ele sugeriu que o governo realize um estudo técnico para definir o novo valor, levando em conta a inflação e o custo da cesta básica. “Não é um aumento, é uma correção necessária”, explicou.

Reação do governo

O Ministério do Desenvolvimento Social não se manifestou oficialmente sobre as declarações de Flávio Bolsonaro. No entanto, fontes da pasta informaram que o governo avalia um possível reajuste para 2027, dentro das discussões do Orçamento.

Especialistas ouvidos pela reportagem concordam que a inflação corroeu o benefício, mas alertam que um reajuste deve ser acompanhado de medidas de controle fiscal. “O governo precisa equilibrar a correção com a responsabilidade fiscal”, disse o economista Carlos Alberto.

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