Em meio à indefinição sobre a candidatura própria do Partido Liberal (PL) ao Senado pelo Rio de Janeiro, um evento promovido pela legenda na última quarta-feira colocou em evidência o nome de um pré-candidato do União Brasil para o cargo. A situação reflete o cenário de articulações e alianças que marcam a corrida eleitoral de 2026 no estado.
Evento do PL destaca nome de outro partido
O encontro, realizado na zona norte do Rio, reuniu lideranças políticas locais e nacionais, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, presidente de honra do PL. Apesar de ser um evento do PL, o principal nome exaltado foi o do deputado federal e pré-candidato ao Senado pelo União Brasil, que discursou e recebeu apoio público de Bolsonaro. Segundo organizadores, o evento contou com a presença de mais de 500 pessoas.
“O Rio precisa de representantes que defendam os valores da direita. Este pré-candidato tem meu apoio e tenho certeza de que será um grande senador”, declarou Bolsonaro durante o discurso. A fala do ex-presidente sinaliza uma possível aliança entre PL e União Brasil no estado, enquanto o PL ainda não definiu se lançará candidato próprio ao Senado.
Indefinição no PL abre espaço para alianças
O PL fluminense enfrenta divisões internas sobre a estratégia para o Senado. Enquanto uma ala defende candidatura própria, outra aposta em coligações para fortalecer a chapa majoritária. O presidente estadual do PL, deputado federal Altineu Côrtes, afirmou que “as conversas estão avançadas, mas ainda não há decisão final”. A indefinição contrasta com a movimentação do União Brasil, que já tem pré-candidato definido e busca apoio de outras legendas.
Pesquisas internas recentes, segundo fontes do PL, mostram que o pré-candidato do União Brasil tem potencial de votos expressivo, o que teria influenciado a decisão de Bolsonaro de apoiá-lo publicamente. O ex-presidente, que continua sendo a principal liderança da direita no país, tem peso decisivo nas alianças do partido.
Impacto na corrida eleitoral de 2026
A indefinição do PL e o apoio a um nome de outro partido podem impactar a disputa ao Senado no Rio. O pré-candidato do União Brasil, que já foi filiado ao PL, é visto como um nome de consenso entre as legendas de direita. “Estamos unindo forças para garantir uma vitória no Senado. O importante é ter um candidato forte, independentemente da sigla”, disse o deputado federal e presidente do União Brasil no Rio, Marcelo Queiroz.
Analistas políticos apontam que a aliança pode fortalecer a chapa de Bolsonaro para o governo do estado, que ainda busca um nome competitivo. O ex-presidente, que deve ser o principal cabo eleitoral da direita no Rio, tem usado eventos como este para testar o apoio a potenciais candidatos. A definição oficial das candidaturas deve ocorrer até agosto, conforme o calendário eleitoral.
O evento também serviu para impulsionar as candidaturas proporcionais do PL, com a presença de pré-candidatos a deputado federal e estadual. A expectativa é que a aliança com o União Brasil amplie o tempo de TV e o fundo eleitoral da coligação. “Estamos construindo uma frente ampla pela direita no Rio”, concluiu Altineu Côrtes.



