A nova taxação dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros gerou uma onda de críticas nas redes sociais, com a esquerda utilizando hashtags como #Tariflávio, #OPixÉNosso e #BolsonarosInimigosDoBrasil para atacar o senador Flávio Bolsonaro. As publicações foram impulsionadas por parlamentares e apoiadores do governo, que tentam associar o anúncio americano ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Contexto do tarifaço
Na última semana, o governo dos Estados Unidos anunciou uma nova tarifa sobre produtos brasileiros, gerando repercussão imediata na política nacional. Enquanto o governo brasileiro busca negociar uma solução, a oposição aproveitou o momento para criticar a gestão bolsonarista e, em especial, o senador Flávio Bolsonaro, que é visto como um dos principais articuladores da ala conservadora no Congresso.
Hashtags em alta
As hashtags #Tariflávio, #OPixÉNosso e #BolsonarosInimigosDoBrasil rapidamente ganharam tração no Twitter e em outras plataformas. Parlamentares de esquerda, como a deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR), usaram as tags para criticar a suposta influência de Flávio Bolsonaro nas relações comerciais com os EUA. Em uma postagem, Gleisi afirmou: “O PIX é nosso, não dos bolsonaristas que vendem o Brasil”.
Outros políticos, como o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), também se manifestaram. “Não podemos permitir que a família Bolsonaro comprometa nossa soberania. O tarifaço é mais um capítulo dessa tragédia”, escreveu.
Flávio Bolsonaro rebate
Em nota, o senador Flávio Bolsonaro negou qualquer envolvimento com a taxação americana e afirmou que as críticas são infundadas. “Não tenho poder sobre decisões do governo dos EUA. Estou focado em defender as empresas brasileiras e buscar soluções para o setor produtivo”, declarou. Ele também classificou as hashtags como “fake news” e “tentativa de desviar o foco dos problemas reais”.
Repercussão nas redes
Apesar da negativa, as hashtags continuam entre os assuntos mais comentados. Usuários de diferentes espectros políticos debatem o impacto do tarifaço e a responsabilidade de Flávio Bolsonaro. Enquanto apoiadores do senador defendem que ele é vítima de perseguição, críticos apontam que a associação com Trump e a política externa dos EUA fragiliza a posição brasileira.
A Polícia Federal e o Ministério da Justiça acompanham o caso, mas até o momento não há investigação formal sobre as acusações.



