A recente decisão do ministro Kassio Nunes Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de suspender a pesquisa da AtlasIntel gerou intenso debate entre os institutos de pesquisa eleitoral. Embora haja consenso de que a liminar foi um erro, não existe unanimidade quanto à defesa pública do fundador da empresa, Andrei Roman.
Divergências no setor
Donos de institutos tradicionais reconhecem que a medida do ministro foi equivocada, mas a relação conturbada com a AtlasIntel inibe uma mobilização conjunta. A empresa, que adota métodos 100% digitais, é criticada por não se filiar à Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep) e pela falta de transparência nos financiamentos.
Contexto da decisão
A suspensão ocorreu em meio a questionamentos sobre a metodologia da AtlasIntel, que utiliza coleta de dados exclusivamente online. Para muitos no setor, a decisão de Nunes Marques abre precedente perigoso, mas a defesa da empresa é vista como delicada devido às suas práticas consideradas opacas.
Enquanto alguns defendem a necessidade de união do setor contra interferências judiciais, outros preferem se distanciar, temendo associar suas marcas a uma empresa que não segue os padrões tradicionais de transparência e filiação associativa.



