O ministro da Fazenda, Dario Durigan, descartou que as medidas de estímulo econômico adotadas pelo governo estejam gerando risco de inflação no Brasil. Em declaração feita em Pequim, ele reagiu a um relatório do Banco Central que mencionava riscos inflacionários, atribuindo a pressão atual à guerra no Irã, que impacta os preços dos combustíveis.
Durigan rebate relatório do BC
Segundo Durigan, o relatório do Banco Central cita genericamente o risco inflacionário, mas não aponta diretamente as políticas do governo, como o programa Move Brasil. Ele afirmou que a inflação está sob controle e destacou que a taxa atual é a menor da história durante o mandato presidencial. "Não há evidência de que nossos estímulos estejam gerando inflação. O que vemos é um choque externo, especialmente da guerra no Irã, que afeta os combustíveis", disse o ministro.
Medidas de estímulo em debate
O governo tem implementado iniciativas para impulsionar a economia, como o Move Brasil, que visa incentivar investimentos em infraestrutura. Críticos apontam que tais medidas podem aquecer a demanda e pressionar os preços. No entanto, Durigan reforçou que a política fiscal é responsável e que a inflação permanece dentro da meta. "O Brasil tem mostrado resiliência, e a guerra no Irã é o principal fator de pressão, não nossas políticas internas", completou.
Contexto internacional
A guerra no Irã tem elevado os preços do petróleo globalmente, impactando os custos de combustíveis no Brasil. O ministro destacou que o governo monitora a situação e está preparado para agir se necessário, mas rejeitou a ideia de que os estímulos domésticos sejam os culpados. "Estamos atentos, mas a inflação está sob controle graças à nossa gestão", finalizou.



