O grupo político liderado por Guilherme Boulos dentro do PSOL enfrenta uma crise interna com a saída de militantes históricos. A debandada ocorre após uma série de flertes e aproximações com o Partido dos Trabalhadores (PT), que geraram insatisfação entre os membros mais à esquerda da legenda.
Motivos da debandada
Nos últimos meses, Boulos sinalizou abertamente a possibilidade de alianças com o PT em eleições futuras, o que contraria a tradição do PSOL de manter independência em relação ao partido de Lula. Essa postura provocou um racha interno, resultando na saída de militantes que atuavam há anos no partido.
Militantes históricos deixam o partido
Entre os que deixaram o PSOL estão nomes conhecidos do movimento social, como lideranças de ocupações urbanas e coletivos culturais. Em carta aberta, os ex-militantes criticaram a “submissão ao PT” e afirmaram que o partido perdeu seu caráter combativo.
O grupo de Boulos, que controla a executiva nacional do PSOL, tenta conter a sangria, mas reconhece que a insatisfação é grande. “Estamos dialogando com todos os setores para evitar mais saídas”, afirmou um dirigente próximo a Boulos.
Impacto nas eleições de 2026
A debandada pode enfraquecer a pré-candidatura de Boulos à Presidência da República em 2026. Analistas políticos apontam que a perda de militantes compromete a capilaridade do partido, especialmente nas periferias das grandes cidades.
Enquanto isso, o PT observa com cautela a movimentação, mas não oficializa qualquer convite para Boulos. Nos bastidores, petistas avaliam que a crise no PSOL pode facilitar futuras negociações.
Reações nas redes sociais
Nas redes sociais, a debandada gerou debates acalorados. Apoiadores de Boulos defendem que a aproximação com o PT é necessária para derrotar a extrema direita, enquanto críticos acusam o líder de trair os princípios do partido.
A direção nacional do PSOL deve se reunir nas próximas semanas para discutir a crise e tentar reverter o quadro de saídas.



