Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal e conselheira econômica do senador Flávio Bolsonaro (PL), afirmou em entrevista que não gosta de ser chamada de 'Paulo Guedes de saia'. Cotada para ser vice na chapa de Flávio ao governo do Rio de Janeiro, ela defendeu um ajuste fiscal de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) sem cortar programas sociais.
Rejeição ao rótulo e propostas fiscais
“Não gosto de ser chamada de Paulo Guedes de saia. Tenho minha própria trajetória e visão econômica”, declarou Marques. Ela propõe um ajuste gradual, com foco na redução de despesas e na corresponsabilidade fiscal entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. A ideia é que cada Poder contribua proporcionalmente para a meta de 1,5% do PIB, evitando sobrecarregar apenas o Executivo.
Crise entre Michelle e Flávio é 'página virada'
Questionada sobre a crise familiar envolvendo Michelle Bolsonaro e Flávio, Marques afirmou que as pesquisas mostram que o assunto é 'página virada' para o eleitorado. “O povo brasileiro quer discutir futuro, não brigas familiares”, disse. Ela destacou que seu foco é ajudar a recuperar o país das mãos do PT e que está à disposição do projeto político de Flávio.
Modernização de estatais e gestão
Marques também sugeriu modernizar a gestão de estatais, com maior transparência e eficiência, como forma de contribuir para o ajuste fiscal sem afetar investimentos sociais. Ela defendeu que a responsabilidade fiscal não é apenas do governo federal, mas de todos os entes federativos e Poderes.



