A crítica do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, a quem chamou de 'imatura' por expor publicamente conflitos familiares, gerou novo desconforto entre aliados dela e ampliou a distância entre a ex-primeira-dama e a campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Senado.
Declaração de Eduardo amplia racha no PL
Em declaração recente, Eduardo afirmou que a madrasta foi 'imatura' ao levar desavenças internas para a esfera pública. A fala ocorre em meio a tensões no Partido Liberal (PL) sobre a exposição de divergências familiares, especialmente as disputas políticas no Ceará. Michelle, que tem focado sua atuação no Distrito Federal, deve anunciar sua candidatura ao Senado em agosto, o que aumenta a complexidade do cenário.
Segundo fontes próximas à família, a relação entre Michelle e os filhos de Jair Bolsonaro já vinha se deteriorando há meses, com divergências sobre estratégias eleitorais e alianças regionais. A crítica de Eduardo é vista como mais um episódio que aprofunda o racha interno.
Impacto na campanha de Flávio
A distância entre Michelle e a campanha de Flávio Bolsonaro preocupa aliados, que temem que a falta de união enfraqueça o partido nas eleições de 2026. Michelle, que tem forte apelo junto ao eleitorado evangélico, é considerada peça-chave para atrair votos no DF e em outras regiões. A ausência de sua participação ativa na campanha de Flávio pode comprometer o desempenho do candidato.
Por outro lado, aliados de Eduardo defendem que a exposição dos conflitos familiares prejudica a imagem do clã Bolsonaro e que a crítica foi necessária para conter o que consideram uma 'imaturidade política'.



