O ex-presidente Jair Bolsonaro enfrentou uma crise de soluços que durou 36 horas, conforme relatórios médicos enviados ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Os documentos, obtidos com exclusividade, detalham que, além do soluço persistente, Bolsonaro sofre com efeitos colaterais da medicação contínua, incluindo instabilidade do equilíbrio e sonolência.
Detalhes do quadro clínico
Os relatórios indicam que, apesar da estabilidade respiratória e cardiológica, o ex-presidente apresenta complicações decorrentes de uma cirurgia no ombro realizada recentemente. A crise de soluço de 36 horas foi classificada como um evento adverso relevante, exigindo monitoramento intensivo. A equipe médica responsável informou que Bolsonaro segue uma dieta rigorosa e realiza sessões diárias de fisioterapia para recuperação.
Documentos encaminhados ao STF
Os documentos foram enviados ao ministro Alexandre de Moraes no âmbito de investigações em andamento. Segundo fontes próximas, a divulgação dos relatórios visa comprovar o estado de saúde do ex-presidente, que tem sido alvo de especulações. A defesa de Bolsonaro afirmou que ele está consciente e orientado, mas os efeitos colaterais dos medicamentos, como sonolência e desequilíbrio, têm dificultado sua rotina.
Recuperação pós-cirúrgica
A cirurgia no ombro foi realizada em junho, e desde então Bolsonaro vem enfrentando um processo de recuperação lento. A crise de soluço de 36 horas ocorreu na última semana, sendo controlada com medicação específica. Os médicos destacam que não há risco iminente à vida, mas o quadro requer acompanhamento constante. A dieta rigorosa inclui restrição de alimentos que possam agravar o soluço, e a fisioterapia foca na mobilidade do ombro.
Impacto político e jurídico
O envio dos relatórios ao STF ocorre em meio a investigações sobre supostos desvios de conduta de Bolsonaro. A defesa argumenta que o estado de saúde compromete sua participação em atos processuais. Especialistas apontam que a divulgação dos documentos pode influenciar decisões judiciais, especialmente quanto à necessidade de depoimentos presenciais. Até o momento, o ministro Alexandre de Moraes não se manifestou sobre o conteúdo dos relatórios.



