Crime organizado é 'mal do século', diz diretor do Grupo Estado
Crime organizado é 'mal do século', diz diretor

Crime organizado é 'mal do século', alerta Eurípedes Alcântara

Ao abrir o encontro promovido pelo Estadão, Eurípedes Alcântara, diretor de Jornalismo do Grupo Estado, classificou o crime organizado como 'mal do século'. Ele elogiou o promotor Lincoln Gakiya, do Ministério Público de São Paulo, por ter sido um dos 'primeiros a acordar para este mal', destacando a gravidade do problema.

Primeiro painel debate índices de violência no Brasil

No primeiro painel do evento, Joana Monteiro, Renato Sérgio de Lima e Rodrigo Pimentel discutiram as razões pelas quais o País não consegue reduzir os índices de violência. A mediação foi feita por Victor Vieira, editor do Estadão.

Renato Lima aponta 'problema de governança' na segurança pública

Para Renato Sérgio de Lima, há um 'problema sério de governança' na gestão da segurança pública brasileira, que não se limita às leis penais. O especialista destacou entraves na articulação entre diferentes entes no combate ao crime. Como solução, sugeriu a criação de uma central de inteligência entre os órgãos públicos e a instituição de um Ministério da Segurança Pública, nos moldes de países como os Estados Unidos.

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Rodrigo Pimentel defende revisão de legislação que libera detidos

O ex-capitão do Bope Rodrigo Pimentel criticou a legislação que permite a liberação de detidos em operações policiais por não representarem ameaça à ordem pública. 'Não existe planejamento no mundo que suporte isso', afirmou. Segundo ele, embora a questão seja do Judiciário, cabe ao Executivo 'articular' a mudança.

Pimentel: governo deve 'recuperar território'

Rodrigo Pimentel defendeu que o próximo governo foque em 'recuperar o território' para combater o crime organizado. 'A sensação de medo do brasileiro nunca foi tão alta', disse. 'Milhões de brasileiros vivem atrás de barricadas', completou.

Renato Lima propõe União como 'estrategista' da segurança

Renato Lima afirmou que é preciso 'parar de olhar para a segurança pública apenas na dimensão tático-operacional'. Para ele, além dos investimentos, a União deve assumir um papel de estrategista na política de segurança.

Joana Monteiro cobra poder de 'dissuasão' da Justiça

Joana Monteiro apontou que falta ao sistema de Justiça brasileiro o poder de 'dissuasão' contra o crime. Ela defendeu que, além da severidade das penas, é essencial garantir a prisão dos criminosos. 'Cabe ao Executivo liderar a mudança, que não é, necessariamente, a mudança de lei', afirmou.

Pimentel defende central de inteligência para coordenar polícias

Rodrigo Pimentel defendeu que uma inteligência central de segurança pública no Brasil deve 'indicar e operar o caminho das polícias' estaduais, visando maior coordenação e eficiência no combate ao crime.

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