CBF inicia reestruturação para Copa de 2030 com novo modelo de gestão
CBF inicia reestruturação para Copa de 2030

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) iniciou esta semana a comunicação de um amplo trabalho voltado ao próximo ciclo da Copa do Mundo, visando a Copa de 2030. As mudanças abrangem tanto o topo da pirâmide, com a implantação da tecnologia do impedimento semiautomático nas competições nacionais, quanto as divisões de base, com maior difusão sobre o processo de integração com os clubes.

Novos protocolos e autonomia para executivos

A engrenagem que foi mal trabalhada na gestão Ednaldo Rodrigues ganhou novos protocolos desde a saída do ex-presidente. Executivos de pastas estratégicas passaram a ter autonomia para gerir projetos, e a antecipação na renovação de Carlo Ancelotti, por exemplo, faz parte da estruturação de um modelo contínuo de formação de seleções competitivas, desde a sub-15.

Isso significa que a entidade, responsável por gerir um dos produtos nacionais mais valiosos e cobiçados, sabe perfeitamente o que fez de errado e precisa ser corrigido. O problema é que a gestão nem sempre esteve nas mãos de profissionais, e as diretrizes quase sempre eram erguidas no improviso.

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Histórico de gestão profissional e resultados

Quando executada por profissionais, como Edu Gaspar, entre junho de 2016 e julho de 2019, a CBF não fez feio: foi primeiro nas eliminatórias de 2018, caiu injustamente nas quartas da Copa da Rússia e conquistou a Copa América de 2019. Na base, foi campeã olímpica em 2016, venceu o Torneio de Toulon em 2019 e no final daquele ano levantou o Mundial sub-17.

Não se trata de defesa do trabalho deste ou daquele profissional, mas de um modelo de gestão profissional, algo que Ednaldo Rodrigues não deu à CBF. A entidade teve seis presidentes desde a saída de Ricardo Teixeira, em 2012, contando o interino Alfredo Nunes, entre 2017 e 2019. Nenhum, à exceção do “tampão”, cumpriu mandato até o final, o que explica muita coisa.

Parceria Rodrigo Caetano e Carlo Ancelotti

Mais do que isso: facilita a compreensão do que já está sendo feito por Rodrigo Caetano em parceria com Carlo Ancelotti há um ano: reconstrução de processos, identificação de talentos, unificação de metodologias e continuidade. Como seria, por exemplo, se André Jardine, campeão olímpico em 2021, tivesse feito parte do ciclo?

Pelo que se percebe, há ainda muita frustração pela eliminação nas oitavas-de-final desta Copa do Mundo – a expectativa era chegar ao menos até as quartas. No entanto, é possível enxergar o esforço feito pelos profissionais para tentar evitar o fiasco após o sofrível ciclo de preparação, sobretudo nos três primeiros anos da era pós-Tite. A melhor forma de digerir o malogro é acreditando que a seleção terá um ano a mais no ciclo para 2030.

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