O senador Jaques Wagner (PT-BA), ex-líder do governo no Senado, classificou como “patacoada” a operação da Polícia Federal que revelou favores e transações suspeitas entre ele, Augusto Lima e Daniel Vorcaro. A declaração faz parte de uma estratégia comum entre políticos enrolados no caso Master: normalizar o anormal e atacar a investigação.
Reações dos políticos
Outros políticos citados no caso também minimizam as acusações. Hugo Motta e Ciro Nogueira, por exemplo, tratam como corriqueiras viagens e favores pagos por Vorcaro. Flávio Bolsonaro, por sua vez, nega qualquer irregularidade. A defesa coletiva tem sido criticar a “espetacularização” das investigações, termo usado para desqualificar o trabalho da Polícia Federal.
Detalhes das acusações
As investigações apontam para um esquema de troca de favores envolvendo políticos e empresários. Jaques Wagner, segundo a PF, teria recebido vantagens indevidas, incluindo caronas em voos particulares e outros benefícios. O senador nega e afirma que as acusações são infundadas.
A estratégia de atacar os investigadores e minimizar os fatos é uma cartilha repetida por diversos políticos brasileiros em situações semelhantes, segundo analistas. “É uma tentativa de desviar o foco das provas e criar uma narrativa de perseguição”, afirma um cientista político ouvido pela coluna.



