Na edição de 20 de julho de 2026, a seção de cartas dos leitores trouxe manifestações sobre temas variados, com destaque para a reforma tributária e o programa nacional de alfabetização. Os leitores expressaram opiniões contrastantes, refletindo o debate público atual.
Reforma Tributária gera controvérsia
O leitor Carlos Alberto de Souza, de São Paulo, criticou a proposta de reforma tributária em tramitação no Congresso. Segundo ele, a medida pode aumentar a carga sobre a classe média. "A alíquota única de 25% sobre o consumo penaliza quem já paga impostos elevados", afirmou. Ele sugere que a reforma deveria focar na simplificação, sem elevar a carga total.
Em contraponto, a leitora Maria Fernanda Oliveira, do Rio de Janeiro, elogiou a reforma como necessária para o crescimento econômico. "A complexidade atual gera custos enormes para as empresas. Uma alíquota uniforme pode estimular investimentos", escreveu. Ela citou dados do Banco Mundial que indicam que o Brasil gasta 1.500 horas por ano com obrigações fiscais, contra a média de 200 horas na OCDE.
Programa de alfabetização recebe apoio
Vários leitores comentaram o programa "Alfabetiza Brasil", lançado pelo Ministério da Educação. O professor aposentado João Batista Silva, de Minas Gerais, destacou a importância da iniciativa. "A alfabetização na idade certa é fundamental para reduzir as desigualdades. O programa tem potencial para mudar o futuro de milhões de crianças", disse. Ele ressaltou que, segundo o Inep, 40% das crianças brasileiras terminam o 3º ano do ensino fundamental sem saber ler e escrever adequadamente.
A leitora Ana Paula Santos, do Distrito Federal, pediu mais investimentos em infraestrutura escolar. "De nada adianta um bom currículo se as escolas não têm bibliotecas ou internet", argumentou. Ela sugeriu parcerias com estados e municípios para garantir a implementação eficaz do programa.
Economia e mercado de trabalho
O leitor Pedro Henrique Costa, do Paraná, comentou sobre o aumento do desemprego juvenil. Segundo dados do IBGE divulgados recentemente, a taxa de desemprego entre jovens de 18 a 24 anos atingiu 22%, a maior desde 2021. "É urgente criar políticas de capacitação e incentivo à contratação de jovens", escreveu. Ele elogiou o programa "Jovem Aprendiz", mas defendeu sua ampliação.
Já a leitora Luciana Mendes, da Bahia, abordou a inflação dos alimentos. "O preço do arroz subiu 15% nos últimos três meses, pressionando o orçamento familiar", relatou. Ela pediu medidas do governo para controlar os preços, como redução de impostos e estímulo à produção nacional.



