O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) criticou episódios recentes de interferência e ofensas partindo de chefes de Estado estrangeiros. No entanto, culpou a performance da diplomacia brasileira e a postura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelos casos.
Diplomacia como braço ideológico
“A chancelaria brasileira passou a ser um braço ideológico do PT”, afirmou o candidato e ex-governador de Goiás durante a sabatina do Correio Braziliense nesta terça-feira, 28. Para Caiado, a atuação do Itamaraty perdeu a neutralidade e se tornou partidária, o que fragiliza a posição do Brasil no cenário internacional.
Lula e a dentadura de Trump
Ele relembrou episódio em que Lula desafiou o presidente Donald Trump dizendo que a dentadura do americano é pior que a do Sistema Único de Saúde (SUS). “Não se governa na esculhambação, não se governa na bravata. É um cargo que tem a importância de representar 215 milhões de brasileiros. Você não pode tratar deste assunto ridicularizando conversas e baixando o patamar da discussão”, afirmou Caiado.
Ofensas recíprocas
Ele afirmou que a postura do presidente Lula faz os estrangeiros se sentirem no direito de devolver as ofensas. “Aí o outro vem aqui, faz escândalo e se acha no direito de xingar de presidente, xingar ministro”, disse.
Caiado se referiu, sem citar nomes, ao discurso do presidente argentino, Javier Milei, no último sábado, 25, ao lado do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Na ocasião, Milei chamou Lula de “presidiário” e classificou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes como “lixo careca”.
Caso da auditoria eleitoral
Além disso, Caiado citou o episódio em que o governo americano enviaria dois oficiais para o Brasil com a intenção de supostamente auditar as eleições. A dupla, porém, teve a entrada negada pelo Itamaraty. Para o candidato, a situação demonstra a falta de respeito que o Brasil enfrenta, resultado da condução da política externa.
Promessa de recuperar a liturgia
Por fim, também prometeu recuperar a “liturgia” da Presidência da República. “Não se pode admitir que o cargo maior da nação seja tratado com desrespeito”, afirmou.
Outros temas abordados
Durante a sabatina, Caiado discutiu governabilidade, endividamento das famílias, segurança pública, agronegócio e sustentabilidade, cidades sustentáveis, envelhecimento da população e outros temas. O candidato defendeu políticas de incentivo à produção agrícola com responsabilidade ambiental e propôs medidas para reduzir o endividamento das famílias brasileiras, que atinge níveis recordes.



