O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), declarou nesta terça-feira que a decisão sobre uma possível aliança com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), para as eleições de 2026 será tomada durante a convenção partidária. A afirmação foi feita durante um evento em Brasília, onde Caiado evitou comentar sobre preferências ou negociações em andamento.
Declaração de Caiado
Segundo Caiado, o partido ainda está em fase de discussões internas e qualquer definição sobre coligações ou apoios será oficializada apenas no momento da convenção. “A decisão será tomada na convenção partidária, como sempre ocorre em nosso partido. Não há nada fechado e não vou antecipar cenários”, afirmou o governador, que é pré-candidato à Presidência da República.
Ele ressaltou que respeita as decisões do partido e que a prioridade é fortalecer o União Brasil em âmbito nacional. Caiado também destacou que a aliança com Zema, caso ocorra, dependerá de convergência de projetos políticos e não apenas de interesses eleitorais.
Possível aliança com Zema
Romeu Zema, que também é pré-candidato ao Planalto, tem buscado dialogar com partidos de centro-direita para ampliar sua base de apoio. A possível aliança com Caiado é vista como estratégica para ambos, mas enfrenta resistências internas em ambas as legendas. Enquanto o União Brasil avalia os riscos de uma coligação com o Novo, o partido de Zema discute se a parceria pode enfraquecer sua identidade liberal.
Analistas políticos apontam que uma união entre Caiado e Zema poderia consolidar uma frente de centro-direita, mas também gerar atritos com outros pré-candidatos, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Convenção partidária como palco de decisões
Caiado reforçou que as convenções partidárias são o espaço legítimo para definir alianças e candidaturas. “Não adianta ficarmos fazendo especulações. O partido tem seus ritos e vamos respeitá-los”, completou. A convenção do União Brasil está prevista para julho de 2026, mas pode ser antecipada caso haja necessidade de alinhamento com outros partidos.
O governador goiano também evitou comentar sobre a possibilidade de ser vice-presidente na chapa de Zema, afirmando que seu foco é o projeto próprio. “Sou pré-candidato a presidente e vou até o fim. Se houver mudança, será decidido coletivamente”, disse.
Reações e expectativas
A declaração de Caiado gerou reações em setores políticos. Deputados do União Brasil em Goiás manifestaram apoio à manutenção de uma candidatura própria, enquanto aliados de Zema veem com bons olhos a aliança. Em Minas Gerais, o governador Zema ainda não se pronunciou oficialmente, mas assessores indicam que as conversas estão em estágio inicial.
Especialistas avaliam que a indefinição pode beneficiar outros pré-candidatos, como o ex-ministro Sergio Moro (União Brasil) e a senadora Simone Tebet (MDB), que também buscam espaço no espectro de centro-direita. A definição das alianças deve ocorrer até o primeiro semestre de 2026, quando os partidos realizam suas convenções.



