Brasil se tornará irrelevante se repetir padrão de 'mudar sem transformar', alerta economista
Brasil se tornará irrelevante sem transformação, diz economista

O economista Ricardo Henriques, autor do livro 'Utopia pragmática', lança um alerta contundente: o Brasil corre o risco de se tornar irrelevante no cenário global se insistir no padrão de 'mudar sem transformar'. Em entrevista exclusiva, ele critica a abordagem incrementalista que, segundo ele, impede avanços estruturais. 'O 'vamos fazendo' é um péssimo conselheiro', afirma Henriques, defendendo um esforço coletivo para elevar a qualidade da educação, especialmente diante dos desafios impostos pela inteligência artificial.

Diagnóstico: mudança sem transformação

Henriques observa que o Brasil tem um histórico de implementar políticas públicas que, embora promovam mudanças superficiais, não alteram a estrutura desigual e ineficiente do país. 'O que foi o teto das políticas públicas, agora virou um piso', explica, referindo-se à necessidade de superar patamares mínimos. Para ele, o país precisa de uma 'utopia pragmática' – uma visão ambiciosa, mas ancorada em ações concretas.

Educação na era da IA

O economista destaca que a educação é o pilar central para evitar a irrelevância. 'Na era da inteligência artificial, subir a barra da educação não é opção, é sobrevivência', enfatiza. Ele critica soluções simplórias e defende um sistema educacional que prepare os jovens para um mercado de trabalho em rápida transformação. 'Não podemos continuar formando alunos para o século XX', completa.

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Desafios estruturais

Além da educação, Henriques aponta a desigualdade e a democracia ameaçada como obstáculos críticos. 'Sem enfrentar essas questões, qualquer transformação será incompleta', argumenta. Ele defende uma agenda que combine inovação econômica com justiça social, evitando o populismo e o imediatismo.

O livro 'Utopia pragmática' propõe um roteiro para que o Brasil escape da armadilha do 'mudar sem transformar'. Henriques conclui: 'Precisamos de um pacto nacional que coloque a educação no centro e nos tire da zona de conforto do improviso'.

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