O ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos de prisão por liderar a trama golpista, conseguiu se livrar de uma das investigações que pesavam contra ele: o caso da 'Abin paralela'. No entanto, o ex-mandatário ainda é alvo de outros inquéritos em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF).
Arquivamento do caso da 'Abin paralela'
A Procuradoria-Geral da República (PGR) arquivou a investigação sobre a suposta 'Abin paralela', que apurava o uso da Agência Brasileira de Inteligência para monitorar adversários políticos. Segundo a PGR, não foram encontrados elementos suficientes para prosseguir com as acusações contra Bolsonaro nesse caso específico. O arquivamento foi confirmado em 20 de julho de 2026.
Outras frentes de investigação
Mesmo com o arquivamento, Bolsonaro segue como investigado em ao menos quatro inquéritos principais no STF. O primeiro deles trata das fake news e ataques ao sistema eleitoral. Outro inquérito apura a atuação de milícias digitais, que teriam sido usadas para disseminar desinformação e atacar instituições. Há também uma investigação sobre suposta interferência na Polícia Federal, com o objetivo de proteger aliados. Por fim, Bolsonaro é alvo de apurações relacionadas à pandemia de Covid-19, incluindo supostas fraudes na vacinação e vazamento de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Condenação histórica
Em junho de 2026, Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão por liderar uma tentativa de golpe de Estado. A sentença, proferida pelo STF, é considerada a mais longa já aplicada a um ex-presidente no Brasil. A defesa de Bolsonaro já anunciou que recorrerá da decisão.
Segundo fontes do STF, os inquéritos em andamento podem resultar em novas denúncias contra o ex-presidente. A PGR, no entanto, já arquivou algumas acusações por falta de provas, mas outras apurações continuam em sigilo.



