Vivemos hoje uma verdadeira Babel religiosa. Há poucos anos seria difícil imaginar que chegaríamos a tal comercialização da fé cristã. Encontramos igrejas evangélicas para todos os gostos e de todos os estilos. Confesso que, diante de tantos ventos doutrinários, sedutores e atraentes, que prometem frescor e alívio para todas as necessidades humanas, sinto-me apreensivo e, por vezes, até "embriagado".
Igreja evangélica: fenômeno de interesse social
A igreja evangélica, outrora desprezada por boa parte da sociedade, tornou-se um fenômeno de grande interesse, alcançando os mais diversos segmentos sociais, ainda que nem sempre seus valores sejam efetivamente assumidos por aqueles que dele se aproximam. O crescimento numérico não significa, necessariamente, amadurecimento espiritual. A expansão da fé precisa ser acompanhada pela cidadania dia a dia.
Os pilares da igreja cristã genuína
Observemos os pilares ressaltados pelo apóstolo Paulo quanto à igreja cristã genuína, em 1 Coríntios 13.13. O primeiro é a fé. O Senhor Jesus, por diversas vezes, confrontou Seus discípulos, encorajando-os a confiar em Suas palavras, vencer o medo e descansar. Viver pela fé é saber que as lutas da vida, ainda que intimidadoras, jamais serão maiores do que sua confiança no Deus que caminha ao lado.
Esperança: a certeza do triunfo do bem
O segundo pilar é a esperança. Tenho a firme convicção de que a maldade jamais triunfará, e que, cedo ou tarde, a injustiça será vencida, e que o sorriso voltará a iluminar o rosto dos pobres, dos esquecidos e de todo que sofre suas dores em silêncio.
Amor: o princípio mais profundo
O terceiro pilar é o amor, o mais profundo e desafiador dos princípios, pois é por meio dele que o próprio Deus se revela. Por isso, o cristão que procura alinhar sua vida ao Verbo torna-se alguém que ama indistintamente, corrige com misericórdia, acolhe com compaixão e serve com generosidade.
Apesar dessa Babel religiosa, convido você a semear fé, esperança e amor, que são marcas de vida na vida.



